França, Holanda e Malta fora dos corredores aéreos do Reino Unido. Portugal aguarda reunião desta tarde

França, Holanda, Malta, Mónaco, Aruba e as Ilhas Turks and Caicos foram expulsos da lista britânica de isenção de quarentena. Boris Johnson prometeu voltar a olhar para os dados esta tarde.

As autoridades britânicas decidiram retirar França, Holanda, Malta, Mónaco, Aruba e as Ilhas Turks and Caicos da lista de países para os quais não havia restrições impostas aos viajantes que cheguem ou partam do Reino Unido. A decisão entra em vigor às quatro da manhã de sábado e já está a ter consequências nos mercados. Para Portugal não há novidades.

A decisão prende-se com o aumento do número de casos de Covid-19 nestes países. O primeiro-ministro Boris Johnson já tinha admitido a possibilidade de alargar o sistema de quarentena para reduzir o risco de infeção com coronavírus no Reino Unido. “No contexto de uma pandemia global, temos de continuar a analisar os dados em todos os países para os quais os britânicos desejem viajar. Onde for necessário impor restrições ou impor um sistema de quarentena, não hesitaremos em fazê-lo”, afirmou aos jornalistas.

Depois de Espanha, Andorra e Bélgica terem sido removidas da lista de países considerados seguros nas últimas duas semanas, a imprensa britânica tinha vindo a especular sobre a exclusão de França, onde o número de casos tem aumentado. Com 2.669 novos contágios em 24 horas, de acordo com os dados publicados pela Agência Francesa de Saúde Pública (SPF), a progressão do coronavírus está no nível mais alto desde o fim do confinamento. É preciso recuar a 27 de abril para observar um aumento diário tão elevado.

Boris Johnson prometeu voltar a olhar para os dados esta tarde e eventualmente tomar novas decisões. “Olharemos para os dados mais logo, esta tarde. Olharemos exatamente onde France e outros países vão ficar”, disse à margem de uma visita à Irlanda do Norte. O responsável disse que era necessário ser “implacável” mesmo para com “os parceiros e amigos mais queridos e próximos”.

A análise desta tarde será decisiva para Portugal. Os esforços diplomáticos têm sido grandes para que Portugal seja incluído na lista de isenção de quarentena. O país ficou até agora de fora dos corredores de viagem internacionais, mas a imprensa britânica tem vindo a especular sobre a possível entrada para a lista a partir do final de agosto. “Portugal fez muitos progressos, mas o processo de suspensão da quarentena é muito mais gradual, onde monitorizamos o progresso em semanas em vez de dias”, disse uma fonte do Governo ao jornal The Sun no sábado.

Todos as pessoas que cheguem ao Reino Unido do estrangeiro estão obrigadas a ficar em isolamento durante duas semanas, exceto de uma lista de cerca de 70 países e territórios identificados pelo Governo britânico como sendo de baixo risco.

A decisão do Reino está a penalizar os mercados. A France-KLM está a cair 3,1%, sendo um dos títulos mais penalizado, as ações da Getlink que gere o Eurotunnel recuam 2,2%, as da ADP, que gere os aeroportos de Paris, cedem 2,3%. Já no setor hoteleiro o grupo Accor cai 2,1%.

Entretanto, os turistas britânicos atualmente em férias em França começaram a antecipar o regresso ao Reino Unido para evitar cumprir a quarentena de 14 dias reimposta pelo Governo britânico.

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