Depois do confinamento, 37% dos portugueses admite comprar mais online

Um terço dos portugueses admite ter realizado mais compras online durante o período de confinamento. E tencionam aumentar esse hábito. Bens alimentares são os mais procurados.

A pandemia da Covid-19 acelerou o e-commerce em Portugal. Durante o período de confinamento, 37% dos portugueses, ou seja, quase um em cada quatro, compraram mais online e têm intenção de aumentar esse hábito no futuro (37,5%), de acordo com estudo do European Business School (ISAG).

Este estudo teve como principal objetivo “avaliar o impacto da pandemia no consumo online e as principais mudanças e tendências no comportamento do consumidor antes, durante e após o período de confinamento. Entre as principais conclusões destacamos a fidelização dos portugueses às compras online, justificada pela intenção de manter estes hábitos no futuro. Acreditamos que o e-commerce em Portugal vai continuar a crescer nos próximos meses”, explica a Professora Ana Pinto Borges, coordenadora do Núcleo de Investigação do ISAG, citada em comunicado.

O estudo indica que, antes da pandemia, os inquiridos fazia compras online com pouca frequência, sendo que 6,9% afirmaram que nunca realizaram uma compras online, 18,7% realizaram apenas uma compra por ano e 21% realizaram uma compra a cada seis meses. Uma tendência que está claramente a mudar, tendo em conta que o estudo mostra que a pandemia acelerou o e-commerce e que estamos perante um novo consumidor.

“Temos um novo perfil de consumidor, mais sofisticado e apto para as novas tecnologias, que deposita enormes expectativas nas marcas, que, por sua vez, devem otimizar e reajustar as suas estratégias comerciais, oferta disponível e até mesmo a própria experiência de compra por forma a reforçarem e reconquistarem a confiança dos seus clientes e o dinamismo do negócio”, alerta a investigadora.

De acordo com o estudo, os critérios “mais importantes” para os compradores são higiene e segurança (65%), disponibilidade dos produtos (48%) e rapidez nas entregas (43%). Apesar de quase inalterada (com um crescimento de apenas 0,67 p.p.), a segurança no pagamento continuou a ser o fator mais determinante para os inquiridos, com a grande maioria (74,38%) a considerá-lo “muito importante”.

O tipo de produtos mais procurados durante o confinamento foram bens alimentares (+ 16,4 pontos percentuais) e produtos de supermercado (+ 10,33 p.p.), seguindo-se os produtos farmacêuticos, como os medicamentos (+ 5,36 p.p.). Em sentido inverso, as maiores quedas registaram-se nas viagens e reservas hoteleiras (- 41,8 p.p.), no vestuário (- 15,96 p.p.), tecnologia e softwares (- 5,62 p.p.) e nos cosméticos e itens pessoais (- 4,95 p.p.).

O estudo “Comportamento do Consumidor antes, durante e após o período de confinamento: o impacto socioeconómico ao nível internacional” reuniu 445 participantes através de um questionário online, realizado entre abril e junho.

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