Autódromo do Algarve admite 46 mil a ver a F1. Bilhetes do MotoGP estão quase esgotados

Primeiro 5.000 bilhetes para a F1 voaram em 48 horas. AIA tem, agora, um total de 40 mil à venda, mas admite chegar a metade da capacidade do recinto. Para o MotoGP "oferece" 15 mil lugares.

A Fórmula 1 está de regresso a solo português. E foram muitos os que correram para garantir um dos primeiros 5.000 bilhetes que foram colocados à disposição assim que foi confirmada a prova nacional. Esgotaram rapidamente, estando agora a ParkAlgar, a gestora do Autódromo Internacional do Algarve a trabalhar num cenário de mais de 40 mil espetadores, admitindo chegar a metade da lotação. No caso do MotoGP, faltam poucos bilhetes para se esgotar a primeira tranche.

Os primeiros bilhetes para a F1 “esgotaram ao fim das primeiras 48h” após a confirmação oficial de que a prova rainha do desporto automóvel iria voltar a acelerar em terras lusas. Foi a 24 de julho que ficou fechado que o evento vai ter lugar entre 23 e 25 de outubro, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), com público a assistir. Assim que esgotaram os primeiros 5.000, foi tomada a decisão “de disponibilizar mais bilhetes, e neste momento, estamos a trabalhar com o cenário de 40.000 bilhetes”, diz Paulo Pinheiro ao ECO.

O CEO do AIA chegou a aventar a possibilidade de ter ainda mais pessoas a assistir à prova. Chegou mesmo a falar em 50 ou 60 mil, mas aponta para um número inferior tendo em conta as restrições por causa da pandemia do novo coronavírus.

"Foi tomada a decisão de disponibilizar mais bilhetes, e neste momento, estamos a trabalhar com o cenário de 40.000 bilhetes.”

Paulo Pinheiro

CEO do AIA

“De acordo com os princípios gerais, que estão a ser usados em recintos de espetáculos fechados, o limite será de 50%, portanto poderemos, em principio, ir até aos 46.000 espetadores“, refere em resposta a questões colocadas pelo ECO. O AIA tem uma lotação de cerca de 92.000 lugares.

A venda de bilhetes prossegue a bom ritmo. E ainda há ingressos disponíveis, sendo que naturalmente as entradas para as zonas mais baratas desapareceram. O AIA colocou à venda tanto passes para os três dias como apenas para o dia da prova, 25 de outubro, sendo que o bilhete mais caro chega aos 650 euros.

“Dos 46.000, temos ainda disponíveis cerca de 15.000”, revela Paulo Pinheiro. Ou seja, já foram vendidos 31 mil ingressos para a prova que acontecerá dentro de cerca de dois meses. A corrida acontecerá sempre, mas apesar de estarem a ser comercializados os bilhetes, pode acontecer que haja uma interdição a público nas bancadas.

“Se a situação epidemiológica do país piorar, a presença de público será cancelada”, afirmou recentemente o responsável à Lusa, admitindo que num cenário desses haverá o reembolso dos bilhetes que apesar de poderem ser adquiridos online, apenas começarão a ser enviados para os clientes no final de setembro, de acordo com a informação disponibilizada no site do AIA.

MotoGP quase esgotado

Além da F1, Portugal tem sido escolhido para vários outros eventos desportivos internacionais. Se antes da prova automobilística tinha conquistado a fase final da Liga dos Campeão, atualmente a decorrer, depois da F1 conseguiu entrar no calendário do MotoGP, que se vai realizar no AIA, e mais recentemente o Mundial de Superbikes, a acontecer no Autódromo do Estoril.

Se a F1 terá cerca de 46 mil espetadores, o mesmo poderá acontecer com o MotoGP. Contudo, numa primeira fase o AIA disponibilizou um número mais reduzido de bilhetes. “Foram disponibilizados 15.000 [bilhetes] e estão disponíveis ainda cerca de 1.500”, ou seja, 10% do total, explicou Paulo Pinheiro.

Tanto a F1 como o MotoGP vão gerar receitas importantes para o AIA, mas também vão exigir um investimento avultado na renovação do alcatrão do traçado da pista do Algarve. As obras de renovação da pista, com orçamento estimado em 1,5 milhões de euros, num investimento garantido pelo Turismo de Portugal, vão decorrer entre 31 de agosto e 9 de setembro.

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