Ministro do Ambiente insiste na importância da lei sobre plásticos

  • Lusa
  • 24 Agosto 2020

Matos Fernandes insiste que é fundamental a transposição da diretiva sobre plásticos descartáveis, que o Governo quer implementar, mas admitiu que a Covid-19 “perturbou” esse trabalho.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática reiterou esta segunda-feira como fundamental a transposição da diretiva sobre plásticos descartáveis, que o Governo quer implementar em setembro, mas admitiu que a Covid-19 “perturbou” esse trabalho.

“O que não temos dúvidas é que é fundamental transpor a diretiva dos plásticos. Comprometemo-nos em fazê-lo antes daquilo que são os prazos da União Europeia, 01 de julho de 2021” disse João Pedro Matos Fernandes, acrescentando: “Não nego que a questão da Covid-19 perturbou todo este trabalho”.

O ministro falava aos jornalistas no âmbito de uma visita à Casa dos Animais, uma estrutura da Câmara Municipal de Lisboa de apoio para cães e gatos, já que o Ministério do Ambiente irá ter a tutela dos animais de companhia.

Questionado sobre se a proibição do uso de plásticos descartáveis na restauração, prevista para setembro, se vai manter, ainda que alguns setores tenham já pedido um adiamento, o ministro afirmou apenas: “não tenho mais nada para dizer agora, assim que houver novidades elas serão públicas”.

Matos Fernandes disse também que a maior preocupação em termos ambientais que tem em consequência da pandemia da Covid-19 é o uso do descartável, que tem sido “um abuso”.

O ministro disse até entender esse uso, por exemplo de copos descartáveis no café, para motivar os clientes, mas frisou que tal “não faz sentido nenhum porque uma chávena lavada tem exatamente o mesmo grau de proteção do que um copo de plástico ou de papel descartável”.

Uma diretiva da União Europeia aprovada no ano passado proíbe a partir de julho do próximo ano a venda de produtos de plástico de utilização única, como pratos, talheres, cotonetes, palhinhas, agitadores de bebidas, varas para balões, recipientes para alimentos e bebidas feitos de poliestireno expandido e produtos de plástico oxodegradável (que se fragmenta).

Portugal antecipou para este ano essa proibição.

Em maio passado, em declarações à agência Lusa, o ministro tinha dito que os objetivos do Plano de Ação para a Economia Circular se mantinham, apesar da “pausa” devido à pandemia da Covid-19.

Na altura Matos Fernandes afirmou que se mantinham as medidas previstas para este ano, como a proibição de produtos de plástico de uso único (como pratos, talheres, palhinhas ou cotonetes), antecipando a diretiva nessa matéria.

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