Fed muda estratégia para a inflação. Wall Street mantém rally

A Reserva Federal norte-americana aprovou uma revisão da estratégia, passando a ter como objetivo a taxa média de inflação. Em Wall Street, os recordes continuam.

As mudanças na estratégia da Reserva Federal norte-americana, que fixou o objetivo de ter uma inflação média de 2%, animaram Wall Street na penúltima sessão da semana. Enquanto o presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, discursa na abertura de Jackson Hole, explicando a revisão feita pelo banco central, as ações sobem nas bolsas norte-americanas.

A Reserva Federal norte-americana aprovou por unanimidade, esta quinta-feira, uma nova estratégia que tolere desvios na inflação. A meta é que esta se situe, em média, nos 2% — ou seja, tolerando subidas ou descidas temporárias — pois a inflação persistentemente baixa é um “motivo de preocupação” que pode representar riscos sérios para a economia, explicou Jerome Powell.

Desta forma, após períodos em que a inflação fica abaixo dos 2%, poderá ficar “moderadamente” acima desta marca, para depois atingir a média desejada. Com esta estratégia, a Fed não antecipa alterações aos juros, que estão atualmente próximos de 0%, nos próximos tempos.

A Fed continuará igualmente focada no objetivo de pleno emprego e o banqueiro central sublinhou até que, apesar do fim do maior crescimento económico do país (com o PIB a afundar 32%), o mercado de trabalho tem mantido a resiliência. Powell adiantou também que o banco central vai fazer revisões regulares da política monetária aproximadamente a cada cinco anos.

Perante estas notícias, o S&P 500 abriu a ganhar 0,18% para os 3.485,14 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq soma 0,20%, para 11.688,20 pontos, máximos de abertura. Já o industrial Dow Jones avança 0,18% para 28.384,07 pontos.

Nos ganhos, destaca-se o setor bancário. A JP Morgan avança 2% para os 101,06 dólares, o Citigroup soma 1,42% para os 51,57 dólares e o Bank of America ganha 1,60% para os 25,96 dólares.

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