Como será o mundo em 2025? Vêm aí as revoluções

Se o comportamento dos consumidores atingiu os níveis de 2030, o que esperar do mundo nos próximos cinco anos? Futuristas falam de uma revolução, tanto tecnológica como biológica.

Há dias num artigo, a Forbes anunciava que os comportamentos dos consumidores tinham atingido os níveis de 2030. “Why Consumer Behavior Has Reached 2030 Levels” explicava que contextos de guerra e de pandemia têm a força para mudar o curso da história e que as novas condições sociais muitas vezes dão origem a novos comportamentos. São muitos os relatórios — e por várias vezes já o referimos –, que apontam a Covid-19 como um acelerador de tendências. Contrariando a famosa “Diffusion of Innovation curve”, estes eventos aceleram a adoção de novos comportamentos, novas ideias, novas tecnologias — que levariam anos a ser adotados pela grande maioria de nós –, em poucos meses. Fez de nós “early adopters” da novas tech, com uma atitude face ao consumo que muitos previam só chegarem no final da década.

Passámos de comprar algumas coisas online para comprar a maioria das coisas… online. E vemos as marcas a adotarem cada vez mais uma lógica direct to consumer; vemos as marcas a criarem verdadeiras comunidades de fãs online orientadas para o commitment to community; o modelo atual de vida – ainda decorrente da revolução industrial — desapareceu: as aulas são em casa, trabalhamos em casa sem horários, com uma recessão global à porta os jovens já desistiram da ideia de um emprego estável e as grandes empresas despedem-se dos grandes edifícios e abraçam o trabalho remoto numa versão quase comparada às startups. E podíamos continuar…

Se encurtarmos a distância e olharmos para o mundo em 2025? O que podemos esperar? Segundo Livia Stroschoen Pinent, Head of Research da ThePowerHouse, “num olhar realista/otimista para 2025, é preciso dizer que os tempos serão difíceis na esfera económica. A recessão originada pela crise da Covid-19 ainda vai agravar-se, penalizando os negócios menos preparados para a flexibilização e modernização, o que afeta diretamente os trabalhadores destes setores” avança a futurista.

Crescemos quando agregamos novas tecnologias às práticas tradicionais e este é um diferencial da Indústria Europeia, em específico da portuguesa, que será valorizada em 2025. Produção local, de qualidade e tradição, sustentável, digital e sem desperdícios. É para isto que devemos caminhar juntos.

Livia Stroschoen Pinent

No entanto, não há crise sem oportunidades. “Aqueles aptos à digitalização, ou seja, que transformarem digitalmente todas as etapas da sua produção com o auxílio de tecnologias como Inteligência Artificial, Ciência de Dados, Robótica e etc., podem não só contornar a situação, como colocar os seus colaboradores em melhores condições. O processo de digitalização da indústria passa pelo ‘re-treinamento’ dos trabalhadores para que desenvolvam as competências requeridas neste novo modelo de produção” explica ao ECO.

A trabalhar do outro lado do atlântico em São Paulo, o português Luís Rasquilha CEO da Inova Consulting e da Inova Business School diz que poucos conseguirão prever o impacto das mudanças deste 2020, mesmo os que estão habituados, tal como ele, a trabalhar no território das tendências, da inovação e do futuro. “Não falo apenas da Covid-19, mas da aceleração de transformações que embora mapeadas não tinham a atenção necessária de líderes e gestores. A pandemia foi apenas o acelerador, a faísca, que espoletou tudo o que estamos (e vamos viver) nesta e na próxima década. Especialistas em mapear futuro, cenários e tendências têm apontado caminhos claros de como a revolução tecnológica e a revolução biológica serão eixos simultâneos de mudança” explica.

Estas duas revoluções caminham para se afirmarem decisivamente e de forma massificada nas nossas vidas com impactos profundos no mundo, nos negócios e nas nossas vidas (pessoais e profissionais) nos próximos 5 anos solidificando as mudanças que na década 2010-2020 deram os seus primeiros sinais, ignorados por muitos… todos os que não queriam ou desejavam mudar.

Luís Rasquilha

Então o que esperar do mundo em 2025? Segundo Luís Rasquilha, vivemos e vamos viver a maior transformação da história da humanidade suportada em duas grandes revoluções, que avança: “A revolução tecnológica: resultante da evolução exponencial de Machine Learning, Inteligência Artificial e Conectividade Permanente; e a revolução biológica: baseada nos avanços em biologia e neurociência”.

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