Novo Banco garante que conhece “último beneficiário das vendas de ativos”

Banco liderado por António Ramalho diz que o "relatório da auditoria confirma expressamente o cumprimento dos deveres do Novo Banco" na identificação dos beneficiários últimos dos ativos alienados.

A Deloitte diz, na auditoria especial, que apesar de o Novo Banco (NB) ter obtido informação dos investidores, nunca chegou a identificar os beneficiários finais. O banco liderado por António Ramalho diz que conhece. Garante, em comunicado, que sabe quem são os compradores dos vários ativos que tem alienado, nomeadamente os imóveis.

“O NB sempre analisou e portanto conhece o último beneficiário das operações de venda de ativos, cumprindo os procedimentos estabelecidos na legislação em vigor para este efeito, designadamente na Lei 83/2017, de 18 de agosto sobre o conhecimento de beneficiários efetivos de fundos de investimento, a qual transpõe diretivas europeias e segue as indicações do Grupo de Ação Financeira”, diz o banco.

A instituição alvo de uma auditoria especial por parte da Deloitte, que abrangeu os anos de 2000 a 2018, diz que “prestou todos os esclarecimento pedidos pela auditora Deloitte sobre este tema”.

Diz que o “relatório da auditoria confirma expressamente o cumprimento dos deveres do Novo Banco e que os beneficiários efetivos dos fundos foram determinados de acordo com a Lei”, embora reconheça que houve exceções. E são essas exceções que a auditora refere no relatório que foi agora enviado ao Parlamento, embora com informação sigilosa omitida.

“Nos casos em questão considerados últimos beneficiários efetivos os membros do órgão de administração da Sociedade Gestora, trata-se de entidades na sua maioria registadas e reguladas pela SEC (Securities Exchange Comission) nos EUA ou com registo na FCA (Financial Conduct Authority), Londres”, defende o Novo Banco.

"NB sempre analisou e portanto conhece o último beneficiário das operações de venda de ativos, cumprindo os procedimentos estabelecidos na legislação em vigor.”

Novo Banco

É neste sentido que o banco diz que não se pode dizer que não sabe quem são os beneficiários últimos dos ativos que tem alienado, entre eles imóveis. “Não é portanto apontada pelos auditores qualquer falta de informação adicional para fazer o escrutínio dos últimos beneficiários efetivos”, atira o Novo Banco, rematando que “não são aceitáveis alegações ou comentários falsos sobre o cumprimento da Lei por parte do NB”.

(Notícia atualizada às 13h20 com mais informação)

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