Isabel dos Santos e Dokolo reportados pelos bancos às autoridades dos EUA

  • ECO
  • 20 Setembro 2020

Há uma nova fuga de informação: os FinCEN Files. Revelam transferências bancárias de dois biliões de dólares que levantaram suspeita. Dois dos documentos envolvem Isabel dos Santos e marido.

Mais de 2.100 relatórios sobre atividades suspeitas enviados entre 1999 e 2017 por vários bancos às autoridades americanas estão na origem da mais recente fuga de informação à escala mundial, os FinCEN Files. Os documentos revelam detalhes sobre transferências bancárias de mais de dois biliões de dólares em que foram levantadas suspeitas sobre eventuais esquemas de lavagem de dinheiro ou outros crimes, avança o Expresso (acesso pago).

Segundo o jornal (acesso pago), Isabel dos Santos e o marido Sindica Dokolo estão entre os clientes confidenciais que foram reportados às autoridades americanas. A empresária angolana foi alvo de dois relatórios sobre atividades suspeitas em 2013 por parte dos bancos JPMorgan e Standard Chartered, por causa de transferências ligadas à Unitel e ao negócio dos diamantes em que Sindika Dokolo foi sócio do Estado angolano.

Em causa estão mais de 2.100 relatórios SARs (Suspicious Activity Reports) que são entregues pelos bancos, ao abrigo das regras dos EUA, à agência federal FinCEN (Financial Crimes Enforcement Network), e foram obtidos pelo site de informação BuzzFeed News e partilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ).

O Expresso diz que a fuga de informação corresponde apenas a 0,02% dos 12 milhões de SARs que foram enviados à FinCEN durante o período principal a que fuga diz respeito, entre 2011 e 2017.

Dos dois biliões de dólares sob suspeita, 1,3 biliões dizem respeito a movimentos associados à sucursal americana do Deutsche Bank.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Isabel dos Santos e Dokolo reportados pelos bancos às autoridades dos EUA

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião