Mutua Madrileña é a parceira da nova CaixaBank em não Vida

  • ECO Seguros
  • 20 Setembro 2020

A seguradora que já é parceira do CaixaBank será a operadora dos seguros não Vida do novo grupo bancário. Já o Bankia, que irá "desaparecer do mapa", rompe o negócio conjunto que tem com a Mapfre.

A entidade resultante da fusão CaixaBank-Bankia já definiu as opções estratégicas no âmbito do negócio segurador. De acordo com o anunciado em conferência de imprensa, Gonzalo Gortazar (atual e futuro administrador delegado da nova CaixaBank) explicou que o objetivo da entidade resultante da fusão é “alargar a relação com a SegurCaixa Adeslas a toda a rede.”

Em consequência, a rede bancária do novo gigante da banca ibérica comercializará os produtos Não Vida da seguradora participada do grupo catalão e gerida pela Mutua Madrileña. Já o negócio Vida do grupo CaixaBank irá manter-se na CaixaVida, subsidiária do grupo catalão.

Com esta opção, que alguma imprensa espanhola já vinha antecipando, ficará por resolver o fim anunciado da parceria entre o Bankia e a Mapfre, centrada no ramo Vida. Segundo adiantou Gortazar no encontro com a imprensa, a compensação devida ao grupo Mapfre será negociada a seu tempo e o valor da indemnização a pagar será o que tiver de ser, referiu.

Embora de natureza especulativa, informações de fontes financeiras em Espanha estimam que, por causa dos 51% que a Mapfre detém na sociedade conjunta Bankia Mapfre Vida, a indemnização devida poderá situar-se entre 600 milhões e 800 milhões de euros, restando ainda saber se, enquanto potencial beneficiária do arranjo encontrado para a área seguradora da futura CaixaBank (e apesar de ficar em exclusivo com o ramo não Vida), a Mutua será (ou não) chamada a participar no esforço de compensação à Mapfre.

A entidade emergente da fusão passará a ser o banco de referência em Espanha (mais de 20 milhões de clientes e cerca de 1/4 de quota do mercado espanhol, tanto no crédito como em depósitos, somando mais de 660 mil milhões de euros de ativos) e controlando, como já acontece, o banco BPI.

A liderança do novo gigante ibérico será ainda mais significativa (29% de quota em Espanha) no designado aforro de longo prazo, onde se incluem os seguros poupança, fundos de investimento e planos de pensões e reforma, adianta comunicação conjunta CaixaBank-Bankia.

Além do negócio Vida, desenvolvido pela CaixaVida, o grupo líder ibérico de seguros detém 49,9% da SegurCaixa Adeslas (um dos líderes em fundos de pensões e seguros saúde em Espanha), onde a Mutua detém os restantes 50,1% e exerce a gestão. Em Portugal, controla a BPI Vida e Pensões e, ainda, metade da Cosec, companhia de seguros de crédito).

Quanto à conclusão do processo que cria o novo gigante ibérico, prevendo-se que operação seja concretizada até ao primeiro trimestre de 2021, a transação que acaba de ser aprovada pelos conselhos de administração das contratantes precisa ainda de ser validada em respetivas assembleias gerais.

Desse aval e da esperada “luz verde” das autoridades reguladoras, resultará o desaparecimento do Bankia e, na nova CaixaBank, os acionistas da entidade catalã serão detentores de 74,2% do capital, enquanto os acionistas do Bankia ficarão com os restantes 25,8%.

Em resultado dos termos da fusão por absorção, enquanto a Criteria Caixa (controlada em 100% pela Fundación Bancaria la Caixa), se mantém como acionista de referência da CaixaBank com cerca de 30% do capital, o FROB (fundo público de reestruturação que até agora controlava o Bankia, sendo também o seu principal credor) pretende 16,1% de participação no novo grupo bancário, detalha o comunicado conjunto CaixaBank Bankia.

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