Receios com confinamento e atrasos nos estímulos ditam quedas em Wall Street

Os principais índices norte-americanos fecharam a primeira sessão da semana com perdas, com os investidores receosos relativamente aos efeitos de novas restrições.

As bolsas norte-americanas arrancaram a semana a registar perdas, numa altura em que preocupações com novos confinamentos na Europa e possíveis atrasos nos novos estímulos do Congresso aumentam os receios de que a economia dos EUA enfrenta um caminho mais longo para a recuperação do que o esperado.

Na Europa, números altos de novos casos de infeção têm motivado mais medidas de restrição para conter a pandemia. A possibilidade de uma nova ronda de restrições aos negócios ameaça a recuperação e pressiona os mercados, sendo que os primeiros confinamentos em março levaram o S&P 500 a sofrer a pior queda mensal desde a crise financeira.

Para além disso, o Congresso norte-americano tem estado num impasse, à medida em que os políticos não conseguem chegar a acordo em relação ao tamanho e formato de outro pacote de resposta ao coronavírus, sendo que a morte da juíza do Supremo Tribunal dos EUA, Ruth Bader Ginsburg, também deverá atrasar a aprovação dos estímulos.

Perante este cenário, o industrial Dow Jones caiu 1,84%, para os 27.147,7 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 1,16%, para os 3.281,06 pontos, marcando a primeira vez desde fevereiro que este indíce registrou quatro sessões de perdas consecutivas. O tecnológico ​​Nasdaq não escapou às quedas e recuou 0,13%, para 10.778,80 pontos.

Entre as quedas, destaque para o setor bancário, depois que um relatório revelar que vários bancos globais movimentaram fundos supostamente ilícitos. As ações doJPMorgan Chase caíram 3,09%, para os 95,31 dólares, enquanto os títulos do Mellon Corp recuaram 4,08% para os 33,97 dólares.

Destaque também para a General Motors, que caíu 4,76% depois de Trevor Milton, fundador da Nikola, empresa com a qual o grupo tinha formado uma parceria, renunciar ao cargo de presidente executivo.

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