Governo “preparado” para estender moratórias, flexibilizar apoio à retoma progressiva e lançar novas linhas de crédito

O ministro da Economia aponta que é importante conseguir continuar a apoiar as empresas. Indica também que se irá investir na Administração Pública.

O Governo está preparado para estender as moratórias bancárias, flexibilizar o apoio à retoma progressiva e lançar novas linhas de crédito, garantiu o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, em entrevista à TVI. Pedro Siza Vieira reitera que o país não vai “deitar a perder tudo” o que conseguiu, sublinhando que é “importante que o esforço que as empresas fizeram possa continuar a ser feito”.

O ministro assegurou assim que estas medidas poderão continuar a “a ser estendidas no tempo”, “à medida que a economia o justifique”. Siza Vieira defende que é importante “conseguir continuar a apoiar as empresas num esforço de sobrevivência” face ao atual contexto, em que enfrentam o impacto da pandemia de Covid-19.

Siza Vieira sinalizou também que, com as verbas que o país vai receber da União Europeia, há ainda “oportunidade de investir em coisas que as empresas se queixam”. Serão feitos investimentos em infraestruturas, na redução dos custos de contexto e da burocracia, da lentidão da Justiça e na Administração Pública, que “ficou no século XX e há oportunidade de a trazer para o século XXI”, apontou.

Esta tarde, o presidente da CIP também se mostrou recetivo à aposta na melhoria da Administração Pública, depois de uma reunião do Conselho Económico e Social, em que o Executivo apresentou o Plano de Recuperação Económica de Portugal. António Saraiva defendeu que uma Função Pública mais moderna traz um “alívio” às burocracias e, assim, uma melhoria no ambiente empresarial.

Quanto às escolhas para este plano, o ministro voltou a sublinhar que existem “regras apertadas” sobre como se pode aplicar o as verbas, nomeadamente tendo em conta que 37% tem de ser alocada à transição climática e 20% à transição digital. Apesar de parte do dinheiro estar reservado para estas prioridades, é necessário selecionar os projetos, processo no qual estão a ser ouvidos os partidos, parceiros e outras entidades. Siza Vieira sublinha que o Executivo quer que o processo seja “partilhado, particidado e discutido” entre todos, respondendo assim a preocupações de falta de transparência, até porque os projetos que vierem a ser selecionados serão executados ao longo de uma década, ou seja, e isso exige consenso nas escolhas.

O ministro da Economia mostrou-se também confiante na capacidade de executar os fundos — cerca de seis mil milhões de euros por ano, o dobro do verificado até aqui — apontando que, nos últimos tempos, “o país gastou bem as verbas da Europa, que permitiram mudança”, qualificação do meio ambiente e das empresas, apesar de admitir que há “muito mais” que podia ter sido feito.

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