Autoeuropa confirma intenção de não renovar contrato a 120 trabalhadores

  • Lusa
  • 24 Setembro 2020

"A Autoeuropa reafirmou a intenção de não renovar os contratos com os 120 trabalhadores. E nós, mais uma vez, reafirmámos que isso não faz qualquer sentido", diz o sindicato.

A administração da fábrica de automóveis Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, confirmou esta quinta-feira que não vai renovar os contratos a termo de 120 trabalhadores ligados à produção dos veículos MPV (Multi-Purpose Vehicle), disse à Lusa o sindicalista Eduardo Florindo.

“A Autoeuropa reafirmou a intenção de não renovar os contratos com os 120 trabalhadores. E nós, mais uma vez, reafirmámos que isso não faz qualquer sentido. E que, na nossa opinião, havia alternativas para recolocar estes trabalhadores em outras áreas na fábrica”, disse o dirigente do SITE-SUL, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul.

“A justificação é o abaixamento da produção da carrinha MPV, Volkswagen Sharan [de 160 para 30 unidades por dia]. Também está previsto um aumento da produção do T-Roc, mas a empresa alega que este veículo tem menos mão-de-obra do que os MPV”, acrescentou Eduardo Florindo, após uma reunião com a administração da Autoeuropa.

Questionado pela Lusa, Eduardo Florindo disse que a administração da fábrica não prevê qualquer redução da produção até final deste ano e que não deverá prescindir dos trabalhadores contratados afetos à montagem do T-Roc, muitos dos quais terminam contrato nos próximos meses de outubro e novembro.

Por outro lado, o sindicalista garantiu que o sindicato não tem prevista qualquer forma de luta que não seja continuar a pressionar a Autoeuropa para integrar os 120 trabalhadores em causa. Depois da reunião efetuada hoje com o SITE-SUL, a administração da Autoeuropa reúne-se na sexta-feira com a Comissão de Trabalhadores, que também defende a integração dos 120 contratados a termo.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Autoeuropa confirma intenção de não renovar contrato a 120 trabalhadores

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião