OE2021: Se PS quiser negociar, não há razão para precisar de Rui Rio

  • Lusa
  • 26 Setembro 2020

"Seguramente, se o PS as quiser construir à esquerda, não precisará de negociar com Rui Rio", disse Catarina Martins, depois de Marcelo ter pressionado Rui Rio para viabilizar o Orçamento para 2021.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) afirmou este sábado que o seu partido continua disponível para negociar o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) e não vê razão para PS e Governo precisarem do PSD liderado por Rui Rio. Deixou ainda críticas a Marcelo por sugerir que o PSD deve viabilizar o OE2021 se for necessário, defendendo que não lhe compete definir maiorias parlamentares.

“Seguramente, se o PS as quiser construir à esquerda, não precisará de negociar com Rui Rio”, declarou Catarina Martins aos jornalistas, no final de uma visita a uma exposição de fotografia de Alfredo Cunha, na Galeria Municipal Artur Bual, na Amadora.

A coordenadora do BE considerou que “não cabe ao Presidente da República”, Marcelo Rebelo de Sousa, encontrar soluções para a aprovação do Orçamento e manifestou-se convicta de que “essas soluções virão do parlamento, queira o Governo”. “Portanto, não há nenhuma razão para o Governo precisar de Rui Rio, a menos que o PS não queira negociar com o BE. Nós estamos cá para construir soluções”, reforçou.

Deixou ainda críticas a Marcelo, depois de este ter sugerido que o PSD deve viabilizar o OE2021 se for necessário, defendendo que não lhe compete definir maiorias parlamentares. “É o Parlamento que deve construir as soluções” para a aprovação do Orçamento e isso “não cabe ao Presidente da República”, afirmou Catarina Martins. “Não é o Presidente da República que determina maiorias parlamentares”.

Catarina Martins reiterou a mensagem de que “é o Parlamento o lugar para encontrar soluções, não é o Presidente da República que determina quais são as soluções que são encontradas“. “Eu repito: as soluções encontram-se no Parlamento, não é o Presidente da República que define. Não foi na última legislatura, não será nesta legislatura”, insistiu.

Esta sexta-feira, o Presidente da República considerou que, se não for possível uma aprovação do OE2021 com “apoio à esquerda”, então “a oposição, sobretudo a oposição que ambiciona liderar o Governo” deve viabilizá-lo, como fez quando liderou o PSD. Marcelo lembrou que, quando presidiu ao PSD, viabilizou “três orçamentos do primeiro-ministro António Guterres”, com o seu partido “sublevado e parte do eleitorado a protestar” por esse apoio a um Governo do PS.

Interrogado se este era um recado para Rui Rio, o Presidente da República respondeu que estava a “dizer aquilo que é de bom senso meridiano” e que significa que “há um limite para aquilo que é próprio da democracia, que é a livre escolha dos partidos e dos políticos”. Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que ao PSD pode “custar muito viabilizar o OE2021”, por “discordar disto ou daquilo”, mas sustentou que “importa aprovar o Orçamento”.

(Notícia atualizada às 13h59 com mais informação)

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