Presidente do Fórum para a Competitividade prevê que orçamento não será “muito bom”

  • Lusa
  • 30 Setembro 2020

Presidente do organismo afirma ainda que "não estaria extraordinariamente preocupado" se fosse discutida uma segunda proposta "num enquadramento diferente".

O presidente do Fórum para a Competitividade previu esta quarta-feira que o Orçamento do Estado para 2021 não vai ser “muito bom” e afirmou que “não estaria extraordinariamente preocupado” se fosse discutida uma segunda proposta “num enquadramento diferente”.

Questionado sobre os impasses em torno do Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2021), Pedro Ferraz da Costa notou que já viveu “situações orçamentais no passado bastante mais complicadas em termos do que pode acontecer”.

“Não me parece que isso seja uma grande dificuldade, nem me parece que o orçamento que vai ser apresentado seja muito bom”, frisou, acrescentando que “também não estaria extraordinariamente preocupado” se existisse a necessidade de “discutir um segundo orçamento algumas semanas depois num enquadramento diferente”.

Instado a clarificar as suas palavras, Pedro Ferraz da Costa afirmou que “significa a necessidade de aprovar um orçamento, a impossibilidade de o Presidente da República dissolver a Assembleia da República e a necessidade de os partidos se entenderem, num arranjo político que pode ser diferente do que tem vigorado até agora”.

Na ótica do líder do Fórum para a Competitividade, BE e PCP têm “apoiado as propostas do PS à custa de um grande aumento da despesa e do défice, e que neste momento, se calhar, já não é possível“.

Pedro Ferraz da Costa fala também na “probabilidade que o PS esteja numa posição mais exigente nessa negociação e que ela não seja possível e que, eventualmente, tenha de encontrar outros parceiros”.

O presidente do Fórum para a Competitividade reuniu-se hoje com o presidente do CDS-PP, na sede do partido, em Lisboa, e teve oportunidade de apresentar “os pontos de vista do Fórum no que diz respeito ao crescimento económico do país, e às medidas fiscais que parecem mais importantes para o próximo orçamento”.

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