Pedidos de reembolso de viagens disparam 342% no verão

Entre junho e setembro, o Portal da Queixa recebeu mais de mil reclamações derivadas de pedidos de reembolso. A TAP e o Booking lideraram as queixas dos consumidores.

Como seria de esperar, e devido a todos os impactos provocados pela pandemia, durante os meses de verão as queixas dos viajantes relativas a pedidos de reembolsos dispararam. Neste período, o número de reclamações apresentadas no Portal da Queixa foi 342% superior ao do ano passado. TAP e Ryanair foram as que mais desagradaram os consumidores, assim como o Booking e o Airbnb.

Entre junho e setembro foram feitas 2.457 queixas relativas a hotéis, viagens e turismo, sendo que 1.167 derivaram de pedidos de reembolso (+342%). Deste total, 48% foram dirigidas a agências e sites de reservas de viagens, 36% a companhias aéreas e 16% a estadias.

No que diz respeito às companhias aéreas, que motivaram 888 reclamações, a TAP (318 queixas), Ryanair (278) e easyJet (111) foram aquelas que deixaram mais utilizadores descontentes, sobretudo no que toca a pedidos de reembolso e atrasos, refere o Portal da Queixa, em comunicado. De acordo com o mesmo portal, estas três companhias “revelam um Índice de Satisfação muito baixo, situado entre os oito e os 13 (em 100)”.

Já na categoria de agências e sites para reservas de viagens, as marcas eDreams, Rumbo e Logitravel lideram no número de reclamações recebidas, principalmente no que se refere a pedidos de reembolso e falta de apoio. O destaque deste ano, contudo, vai para a Rumbo, cujas queixas originadas dispararam 1.433% face ao ano passado.

Por fim, na categoria de estadias, o Booking motivou 130 reclamações, mais 59% do que no ano passado, refere o Portal da Queixa. Atrás aparece o Airbnb com 35 reclamações. Neste tópico, os pedidos de reembolso, as burlas e as más condições foram os principais motivos de reclamação.

“Ao analisarmos o setor do turismo, ficou claro o impacto da pandemia no normal funcionamento do mesmo”, explica a equipa do Portal da Queixa. “A maioria das reclamações está relacionada com constrangimentos”, uma consequência da pandemia, nomeadamente com pedidos de reembolso. “Seja porque o consumidor pediu o cancelamento do voo/reserva ou porque o hotel/companhia aérea foi forçado a cancelar o serviço”, remata.

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