Banco de Fomento já tem agência de comunicação e prepara logótipo

A SPGM assinou o contrato com a Cunha Vaz a 10 de setembro e com a Globaz a 31 de agosto. Mas ambos só foram publicados no Base a 1 de outubro.

A SPGM, a sociedade na qual vão ser fundidas a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) e da PME Investimentos para dar origem ao Banco Português de Fomento (BPF) já escolheu a agência que vai tratar da comunicação da instituição, a Cunha Vaz & Associados, mas também a empresa que lhe vai criar o logótipo. Neste caso a escolha recaiu sobre a Globaz.

De acordo com o portal Base, onde são publicados todos os contratos celebrados pelas entidades públicas, a SPGM assinou o contrato com a Cunha Vaz a 10 de setembro e com a Globaz a 31 de agosto. Contudo ambos só foram publicados no portal a 1 de outubro.

A Globaz vai receber 74 mil euros para fazer o “estudo, definição de estratégia, design, desenvolvimento criativo e gráfico tendentes à conceção de um novo logótipo, identidade visual e branding” no novo Banco Português de Fomento que o Executivo espera estar operacional em novembro. A decisão de atribuir a tarefa a esta empresa do Porto foi tomada a 26 de agosto, após consulta prévia ao mercado. Com a assinatura do contrato no final de agosto começou a contar o relógio para cumprir o estipulado em 230 dias, ou seja, pouco mais de sete meses.

A Globaz este ano já assinou contratos com as Câmaras do Porto, de Aveiro e Odivelas, mas também com a Universidade de Aveiro num conjunto total de 141 mil euros. O trabalho para a SPGM é, até agora o mais avultado, entre os celebrados com entidades públicas.

a Cunha Vaz assinou um contrato de 58.800 euros para “prestação de serviços de consultadoria de comunicação financeira institucional, relações públicas, assessoria de comunicação e de imprensa, e desenvolvimento de plano estratégico de comunicação e marketing“. Mais uma vez foi feita previamente uma consulta ao mercado antes da assinatura do contrato que tem um prazo de execução de 550 dias, ou seja, cerca de ano e meio.

O contrato começou a produzir efeitos a partir do momento em que foi assinado. O ECO questionou o Ministério da Economia sobre a forma como será feita a articulação entre os departamentos de comunicação das três instituições e a Cunha Vaz, mas fonte oficial declinou fazer qualquer comentário sobre este assunto nesta fase.

A empresa de comunicação de António Cunha Vaz celebrou este ano mais dois contratos com o Estado, nomeadamente a Associação Nacional de Municípios num total de 23.287 euros.

A SPGM celebrou ainda mais um contrato, desta feita com Pedro Acácio Cruz e Silva para desenvolver, nos próximos três anos, serviços de assessoria e consultoria jurídica. Em causa estão 144 mil euros, num contrato assinado a 6 de agosto, mas que também dó foi publicado no Portal Base a 1 de outubro.

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