Covid-19 mudou padrão das reclamações de seguro e altera cenário de risco no médio prazo, diz AGCS

  • ECO Seguros
  • 15 Outubro 2020

A pandemia alterou de forma radical o padrão futuro das reclamações de seguro, mas também a natureza dos riscos a que as empresas estarão expostas no médio e longo prazo, adverte um relatório da AGCS.

O impacto sem precedentes da pandemia transforma radicalmente o padrão futuro das reclamações de seguro e vem definir um novo panorama nos riscos a que as empresas estarão expostas no médio e longo prazo. Essas mudanças resultam das alterações que a pandemia introduziu nos ambientes de trabalho, nos hábitos de viagens e nas cadeias logísticas, conclui uma análise de tendências no estudo “Covid-19 – Changing Claims Patterns“, divulgado pela Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS).

Os sinistros tradicionais em seguros de propriedade (indústria diversas e maquinaria) e responsabilidade civil e D&O (ginásios, lares de idosos, cruzeiros), mas sobretudo as coberturas dos acidentes de trabalho, automóveis, transporte e carga denotaram menor intensidade durante o período de confinamento decorrente da pandemia. Esta tendência foi mais do que compensada pelo aumento de participações de sinistro relacionadas com a Covid-19, particularmente com origem na indústria de entretenimento, destaca a apresentação do recente relatório da AGCS, principal subsidiária de linhas empresariais e seguros especiais do grupo Allianz.

Em entrevista publicada separadamente no website da companhia, mas centrada nas conclusões do relatório, Thomas Sepp, Chief Claims Officer da AGCS afirma: “A crescente dependência da tecnologia, a mudança para o trabalho remoto, a redução das viagens aéreas, a expansão da energia verde e das infraestruturas e um repensar das cadeias globais de abastecimento, tudo isto moldará as tendências de perdas futuras para as empresas e respetivas seguradoras”.

Com base no enunciado, a análise da AGCS detalha, caso a caso, os efeitos desse impacto nas diferentes linhas de negócio (da companhia e em geral da indústria), nos seguros de propriedade e interrupção de atividade, passando pela responsabilidade civil, coberturas financeiras e seguros da aviação, na generalidade, setores em que a AGCS registou número relativamente limitado de participações.

Na mesma entrevista, questionado sobre o impacto Covid19 na indústria seguradora e na operação da AGCS, Sepp reconheceu que “a pandemia é certamente um dos piores eventos de perdas para a indústria seguradora da história – os sinistros poderão atingir os 110 mil milhões de dólares em 2020, de acordo com as estimativas do Lloyd’s of London. Só a AGCS reservou cerca de 488 milhões de euros para reclamações relacionadas com a COVID-19, especialmente para cancelamento de eventos ao vivo e a interrupção de produções cinematográficas ou cinematográficas na indústria do entretenimento”.

Contudo, complementou o responsável da AGCS, “não é apenas a magnitude das perdas da COVID-19, que não tem precedentes, também vemos mudanças nos padrões e causas das perdas e esperamos que isto continue (…). Juntamente com as alterações climáticas e o aquecimento global, a pandemia pode ser o prólogo para mudanças de risco mais abrangentes e perturbadoras nos anos vindouros”.

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