Marcelo admite medidas mais restritivas para travar pandemia

  • Lusa
  • 16 Outubro 2020

Presidente da República lembra que há países com medidas mais graves, como o recolher obrigatório, a paragem da atividade económica numa determinada hora do dia, ou como o confinamento.

O Presidente da República admitiu que podem ser tomadas medidas “mais restritivas” para evitar a propagação da Covid-19, caso exista “um agravamento brutal” da situação, e pediu aos portugueses que respeitem o que for decidido.

“As pessoas têm que pensar que se isto arranca num galope, se há um agravamento brutal da situação, o que não desejamos, tudo o que tiver que ser decido, é decidido”, assegurou hoje Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações aos jornalistas durante uma visita ao concelho de Aljezur, no Algarve, o Presidente da República fez questão de lembrar que “há graus progressivos de intervenção”, para travar a propagação de infeções pelo novo coronavírus.

“Já experimentámos um grau muito elevado, mas não foi o mais elevado, porque o confinamento não era obrigatório, mas o estado de emergência criava condições para esse confinamento total” recordou o Presidente, acrescentando que “todos querem evitar isso, porque tem consequências na vida das pessoas, consequências psicológicas, económicas, sociais”.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que existem indicadores que são muito importantes para a implementação de medidas restritivas, nomeadamente “o número de pessoas infetadas, os internados nos cuidados intensivos e, um muito mais grave, que é a subida do número de mortos”.

“Se o número de mortos disparar para várias dezenas por dia, aí teremos um problema grave que atravessa toda a sociedade portuguesa e nós queremos evitar que isso aconteça”, assegurou.

O Chefe de Estado apontou a existência de países com medidas muito mais graves, como o recolher obrigatório, a paragem da atividade económica, comercial e de serviços numa determinada hora do dia, ou como o confinamento que foi aplicado a determinadas freguesias de Lisboa”.

“Há vários graus e outras medidas, mas o que nós queremos é evitar que se chegue a um ponto desses, porque tem custos muito elevados. Ninguém quer que se vá até essas formas radicais, mas para isso é preciso que as pessoas façam um grande esforço para que as pequenas medidas sejam aplicadas”, alertou.

Marcelo Rebelo de Sousa diz que o esforço deve ser de todos, ao aceitarem as medidas menos restritivas que são tomadas, “ao contrário de se estar constantemente a contestar, numa referência à eventual obrigatoriedade da utilização da aplicação informática “Stayway Covid”, da redução nos ajuntamentos de pessoas ou de limitações em casamentos e batizados.

“Cada vez que se diz que é preciso tomar medidas e as pessoas dizem que esta não pode ser, a outra também não e, quando se raciocina assim, está-se numa posição que pode ter um risco muito grande”, concluiu.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Marcelo admite medidas mais restritivas para travar pandemia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião