Desempregados inscritos no IEFP aumentam 36,1% em setembro

No fim do nono mês do ano estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 410.174 indivíduos desempregados.

O número de desempregados registados em Portugal voltou a subir em setembro, 36,1% face ao mesmo mês de 2019, revelam os dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) esta terça-feira. No fim do nono mês do ano estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 410.174 indivíduos desempregados, nota o IEFP.

Desta forma, em um ano, inscreveram-se mais 108.892 desempregados no IEFP. Já quando se comparam os números de setembro com o mês anterior, agosto, o número de desempregados inscritos aumentou em 843 pessoas, o que se traduz numa variação de 0,2%. Este foi assim o terceiro mês consecutivo de agravamento destes números, depois de uma queda em junho.

Apesar de todos os grupos terem contribuído para o aumento homólogo de desempregados, o destaque vai “para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário”, adianta o IEFP.

No que diz respeito à distribuição a nível regional, em setembro, é o Algarve que sobressai, uma região bastante afetada pela pandemia, nomeadamente devido aos entraves que esta colocou ao turismo. O desemprego no Algarve aumentou em 157,5% face ao mesmo período do ano anterior. Em Portugal, apenas a Região Autónoma dos Açores escapou ao aumento do desemprego, tendo mesmo registado um decréscimo de 1,2%.

Foi no setor dos serviços que se registaram mais desempregados, sendo que, olhando mais próximo, as subidas percentuais mais acentuadas foram nas atividades de Alojamento, restauração e similares (+91,5%), Transportes e armazenagem (+67,8%) e Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (+53,1%).

O IEFP adianta ainda que existiam 14.398 ofertas de emprego por satisfazer no final de setembro de 2020, menos 23,9% do que no período homólogo mas mais 6,1% do que em agosto. Já as colocações nesse mês totalizaram as 8.244 em todo o país.

(Notícia atualizada às 11h35)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Desempregados inscritos no IEFP aumentam 36,1% em setembro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião