Portugal é um dos países da UE que quer regras leves para inteligência artificial

Portugal e 13 outros países da União Europeia enviaram uma mensagem a Bruxelas apelando à adoção de regras menos apertadas no desenvolvimento da inteligência artificial na União Europeia.

Portugal é um dos 14 países europeus que querem que a Comissão Europeia “evite levantar barreiras e requisitos pesados” ao desenvolvimento da inteligência artificial no bloco, sob pena de estes serem “um obstáculo para a inovação”. Entre os diferentes signatários do parecer está, em representação nacional, o secretário de Estado da Transição Digital, André Aragão Azevedo.

Na missiva, noticiada esta semana pelo Politico, Dinamarca, Bélgica, República Checa, Finlândia, França, Estónia, Irlanda, Letónia, Luxemburgo, Holanda, Polónia, Espanha e Suécia, para além de Portugal, mostram preferência por soluções como a “autorregulação” e outras práticas de categorização voluntária como estratégia de abordagem à nova era da inteligência artificial.

“A inteligência artificial é uma das mais promissoras tecnologias para o nosso futuro. Pode ajudar a mudar as nossas vidas e sociedades para melhor, reforçando a nossa competitividade assim como encarando alguns dos maiores problemas do nosso tempo”, reconhecem os governantes na declaração conjunta remetida a Bruxelas.

A carta clarifica a posição do Governo português em relação a este assunto, numa altura em que existem duas grandes correntes de pensamento na Europa. Por um lado, alguns Estados-membros, incluindo a Alemanha, exigem leis e regulamentações apertadas para a inteligência artificial. Por outro, estes 14 países, onde se inclui Portugal, preferem uma abordagem mais leve do tema, temendo que se formem barreiras à inovação no setor tecnológico.

Segundo o Politico, espera-se que Bruxelas publique o primeiro rascunho de regras para a inteligência artificial em março de 2021. O objetivo é garantir o desenvolvimento de tecnologia “de confiança” assente nos mais altos padrões éticos. O desenvolvimento da inteligência artificial pode acarretar riscos de enviesamento dos dados e de segurança, entre outros.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal é um dos países da UE que quer regras leves para inteligência artificial

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião