Presidência alemã da UE reduz reuniões físicas a “mínimo necessário”

  • Lusa
  • 26 Outubro 2020

Presidência alemã irá reduzir as reuniões físicas a nível de especialistas ao mínimo absoluto necessário. As reuniões virtuais limitar-se-ão a temas prioritários.

As reuniões físicas da presidência alemã do Conselho da União Europeia (UE) serão reduzidas “ao mínimo absoluto necessário” devido à pandemia de Covid-19, anunciou o porta-voz da presidência alemã, Sebastian Fischer.

“A presidência alemã irá reduzir as reuniões físicas a nível de especialistas ao mínimo absoluto necessário. As reuniões virtuais limitar-se-ão a temas prioritários, tendo em consideração os recursos disponíveis”, comunicou Sebastian Fischer através da rede social Twitter.

Referindo que a “segunda onda da pandemia de Covid-19 começou a atingir Bruxelas de maneira particularmente forte”, o porta-voz anunciou também que, nas reuniões físicas que tiverem lugar, “a presidência alemã irá tomar mais precauções e cuidados”.

“Apenas reuniões essenciais para o funcionamento da UE, ou para coordenar a resposta à crise de Covid-19, continuarão a ocorrer pessoalmente, e apenas na condição de que o distanciamento social e as regras sanitárias possam ser estritamente observados”, frisou o porta-voz.

As medidas hoje anunciadas continuarão em vigor “até que a situação pandémica em Bruxelas assim o exija”, afirmou Sebastian Fischer.

A presidência alemã é a segunda a reduzir as reuniões físicas devido à pandemia de Covid-19, tendo a presidência croata, durante o primeiro semestre de 2020, sido forçada também a assegurar algumas das reuniões no formato virtual.

Reagindo ao eventual impacto que a pandemia poderá ter na presidência portuguesa do Conselho da UE, que terá lugar no primeiro semestre de 2021, o primeiro-ministro António Costa tinha realçado, aquando da cimeira europeia de 15 e 16 de outubro, que a presidência portuguesa teria lugar de acordo com o que as circunstâncias permitirem, e admitindo, no entanto, que esperava que não seja fosse “necessário cancelar” certos eventos, designadamente a cimeira com a Índia, e “recuperar” algumas reuniões e conferências.

Segundo os dados divulgados esta segunda-feira, a Bélgica registou uma média de 12.491 casos nos últimos sete dias, para um total de 321.031 desde o início da pandemia, e um total de 757 pacientes de Covid-19 internados nos cuidados intensivos.

O novo coronavirus Covid-19 já matou 10.810 pessoas na Bélgica, país que apresenta a segunda maior taxa de incidência da doença – 1.165 por cem mil habitantes nos últimos 14 dias – da Europa, depois da República Checa (1.284).

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e quase 42,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.316 pessoas dos 118.686 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Presidência alemã da UE reduz reuniões físicas a “mínimo necessário”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião