Recuperação da economia alemã perde força no 4.º trimestre

  • Lusa
  • 26 Outubro 2020

O banco central da Alemanha antecipa uma recuperação económica a um "ritmo significativamente mais lento" para o 4º trimestre, adiantando que produtividade aumentou fortemente no 3º trimestre.

A recuperação da economia alemã perdeu força no quarto trimestre, segundo o Bundesbank que adianta que a produtividade económica na Alemanha aumentou fortemente no terceiro trimestre e já recuperou metade da queda do primeiro semestre.

No boletim de outubro, publicado esta segunda-feira, o Bundesbank precisa que “a produtividade económica na Alemanha ainda está 5% abaixo do nível pré-crise no último trimestre de 2019″.

A Alemanha sofreu no segundo trimestre a pior contração desde que as estatísticas trimestrais começaram a ser recolhidas em 1970, devido à pandemia de Covid-19. A economia alemã contraiu-se quase 10% na primavera, em dados corrigidos das variações sazonais, mas depois de ter atingido o seu ponto mais baixo em abril, a economia alemã começou a recuperar.

“Na perspetiva atual, a recuperação económica pode ser mantida no trimestre atual, mas a um ritmo significativamente mais lento“, acrescentam os economistas do Bundesbank no boletim. Após a queda acentuada da indústria na Primavera, houve uma notável recuperação até julho e embora tenha havido uma quebra em agosto a produção industrial aumentou 13,5% em julho e agosto em comparação com o trimestre de abril a junho.

A recuperação do mercado de trabalho continuou e, pela segunda vez desde o início da pandemia, o emprego aumentou em agosto na Alemanha em comparação com o mês anterior.

O trabalho a tempo parcial diminuiu, embora esta seja uma medida que muitas empresas estão a implementar. Em abril, seis milhões de empregados na Alemanha trabalhavam a tempo parcial, mas em julho este número tinha caído quase 30% para 4,24 milhões de pessoas.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Recuperação da economia alemã perde força no 4.º trimestre

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião