Rio acusa Governo de “enterrar” dinheiro na TAP. “TAP não pode falir”, diz Costa

"TAP não pode falir, é essencial ao desenvolvimento económico do país, tem de servir país todo", diz o primeiro-ministro.

António Costa rejeita as críticas do líder da oposição, Rui Rio de que a TAP é um buraco onde está a ser enterrado dinheiro dos contribuintes. Na sessão parlamentar que arranca o debate sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2021, o primeiro ministro diz que o país não pode deixar cair a companhia aérea.

A questão da TAP é “política”, segundo Costa, que respondia ao presidente dos social-democratas. “A TAP não pode falir, é essencial ao desenvolvimento económico do país, tem de servir país todo“, sublinhou o primeiro-ministro.

O Executivo espera que a companhia aérea venha a precisar da totalidade do apoio público previsto, de 1.200 milhões de euros, ainda este ano, mas admitiu no OE 2021 que há incerteza sobre as necessidades no próximo ano. Por isso, pôs de lado mais 500 milhões de euros para garantias de Estado.

Estes apoios, aprovados pela Comissão Europeia, serão acompanhados de um plano de reestruturação — incluindo despedimentos de 1.600 trabalhadores –, que ainda terá de ser entregue em Bruxelas.

Rio questionou Costa sobre a TAP já ter recebido parte do dinheiro antes de se conhecer este plano. “O Governo está de acordo com isto?”, perguntou, afirmando que o Executivo vai por este custo às “costas dos contribuintes”. “Para quando é que temos plano de reestruturação da TAP?”, questionou ainda. Costa respondeu que o plano de reestruturação da TAP estará em dezembro e desafiou o líder do PSD a decidir o que quer para a companhia aérea: se quer “deixar cair ou não a TAP”?

(Notícia atualizada às 16h10)

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