Orçamento do Estado para 2021 vai a votos. Você já fez o seu?

A elaboração de um orçamento familiar é uma das ferramentas mas importantes para garantir a saúde das finanças pessoais. Conheça cinco etapas essenciais.

Todos os anos, por esta altura, o Governo constrói o Orçamento do Estado para o ano seguinte. E a rotina repete-se este ano, se bem que “alinhavar” as contas do país para 2021 esteja a ser um pouco mais difícil devido às difíceis negociações com a oposição. Enquanto persiste esse impasse, há uma certeza: sem Orçamento são maiores as dificuldades para o país se conseguir “governar” no próximo ano. E há semelhança do Estado, a elaboração de um orçamento familiar é possivelmente uma das ferramentas mais importantes para garantir uma gestão equilibrada das finanças das famílias.

Mas a importância dessa construção ainda passa ao lado de muitas famílias. O mais recente Inquérito à Literacia Financeira da população portuguesa divulgado em 2016 apontava nesse sentido. Segundo esse inquérito da responsabilidade do Banco de Portugal, quase 30% dos portugueses não tinham o hábito de fazer qualquer planeamento do seu orçamento familiar.

E, contrariamente ao que acontece no Orçamento do Estado, não se trata de um exercício difícil. Fique a conhecer em cinco passos, aqueles que são as principais etapas a ter em conta na elaboração de um orçamento familiar.

1 – Calcule os rendimentos mensais

O primeiro passo a dar na elaboração de um orçamento é contabilizar todas as suas fontes de rendimento. Deve considerar a totalidade dos rendimentos fixos da família, mas também ter em conta os rendimentos pontuais como trabalho extra ou prémios, caso estes existam.

2 – Contabilize as despesas mensais

Seguem-se as contas pelo lado da despesa. Contabilize primeiro todos os gastos fixos do agregado, ou seja aqueles que se repetem todos os meses como é o caso da prestação da casa ou a renda, eletricidade, gás, água, telecomunicações ou seguros. Considere de seguida as despesas que podem assumir valores variáveis, como é o caso da alimentação, o vestuário e o lazer. Deve ainda contabilizar os pequenos gastos pontuais e não se esqueça ainda de considerar as despesas sazonais.

3 – Apure o saldo e avalie a situação financeira

Após contabilizadas as receitas e as despesas, chega a vez de apurar se o saldo do seu orçamento é positivo ou negativo. Caso o saldo seja negativo ou não corresponda ao desejado, procure definir limites mais baixos para as despesas variáveis, por exemplo, e identificar sobretudo gastos supérfluos. Procurar opções de consumo alternativas também pode ajudar a fazer baixar as despesas mensais.

4 – Monitorize o orçamento

Acompanhar a evolução das despesas ao longo dos meses é essencial para medir o pulso ao orçamento da família. É com base neste controle que é possível perceber se este está a fugir do controlo e é também uma boa forma de ir fazendo pequenos ajustes como vista a maximizar o orçamento.

5 – E poupar?

Nem todas as famílias têm margem orçamental para conseguir pôr de lado algum dinheiro, mas sempre que possível procure encaminhar pelo menos uma pequena parcela do rendimento mensal para a poupança. O início do mês é a melhor altura para o fazer. No quadro atual, marcado pela crise pandémica, o exercício de poupança merece especial relevo já que paira ainda muita incerteza relativamente à medida do impacto que terá sobre a economia e, nomeadamente, sobre o emprego.

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