Mais 7.936 mortes em Portugal do que a média dos últimos cinco anos. 27,5% foram por Covid-19

Entre 2 de março e 18 de outubro morreram 72.519 pessoas em Portugal. São mais 7.936 óbitos do que a média dos últimos cinco anos, num período marcado pela pandemia do coronavírus.

Nos sete meses da pandemia, morreram mais de 72 mil pessoas em Portugal. São mais 7.936 óbitos do que a média dos últimos cinco anos no mesmo período, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Apenas 27,5% das mortes registadas neste período foram atribuídas à Covid-19.

Entre 2 de março, data em que foram diagnosticados os primeiros casos com a doença Covid-19 em Portugal, e 18 de outubro, registaram-se 72.519 óbitos em território nacional”, começa por explicar o INE. Em termos gerais, nos primeiros dois meses deste ano, o número de óbitos foi “inferior aos valores médios observados nos últimos cinco anos”, contudo, a pandemia veio acelerar estes números.

Neste contexto, entre 2 de março e 18 de outubro foram registados “mais 7.936 óbitos do que a média, em período homólogo, dos últimos cinco anos”, sinaliza o INE, acrescentando que destes, apenas “27,5% foram óbitos por Covid-19″, isto é, 2.198 óbitos e um valor abaixo das 2.428 mortes reportadas no último boletim da Direção-Geral da Saúde, desde o início da pandemia.

Evolução do número de óbitos em PortugalFonte: Instituto Nacional de Estatística

De acordo com a análise do gabinete de estatísticas, o aumento de óbitos atingiu um pico na semana entre 6 a a 12 de abril, tendo reduzido “gradualmente até ao fim do período de estado de emergência”. Contudo, a partir da semana de 22 a 28 de junho “voltou-se a assistir a um aumento da mortalidade” relativamente à média do período homólogo, “atingindo o seu ponto mais elevado” na semana entre 13 e 19 de junho, “com mais cerca de 800 óbitos” em apenas sete dias. O INE justifica estes números não só pela pandemia, mas também com o facto de julho ter sido um mês “extremamente quente e com várias ondas de calor”.

Além disso, o instituto de estatísticas destaca ainda que nas últimas quatro semanas, de 21 de setembro a 18 de outubro, “registaram-se mais 612 óbitos do que a média, em período homólogo, de 2015-2019”, sendo que destes, 278 foram devido à Covid-19 (45,4%).

Desde o início da pandemia, morreram 72.519 pessoas em Portugal, das quais 35.842 foram homens e 36.069 mulheres, ou seja, “mais 3.328 e 4.608 óbitos”, respetivamente, do que “a média de óbitos” entre 2015 e 2019, refere o INE. Mais de 70% destes óbitos dizem respeito a pessoas com 75 ou mais anos. “Comparativamente com a média de óbitos observada no período homólogo de 2015-2019, morreram mais 6.824 pessoas com 75 e mais anos, das quais mais 5.377 com 85 e mais anos”, lê-se.

Região Norte regista maior acréscimo de óbitos

Em termos regionais, o maior acréscimo de óbitos foi registado na região Norte “com exceção da última semana de junho e das primeiras de julho em que foi superior na Área Metropolitana de Lisboa”, sublinha o gabinete de estatísticas. No total, entre 2 de março e 18 de outubro e comparativamente com a média dos últimos cinco anos, “o maior aumento do número de óbitos registou-se na região Norte (+3.280 óbitos), seguida da Área Metropolitana de Lisboa (+2.177 óbitos), do Centro (+1 434 óbitos), Alentejo (+696 óbitos), Algarve (+299 óbitos) e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira (+90 e +83, respetivamente)”.

Além disso, o INE adianta ainda que a maioria dos óbitos registados ocorreram em contexto hospitalar (43.280), sendo que 29.239 das mortes foram foram desse contexto. Isto significa que houve mais 2.483 óbitos nos estabelecimentos hospitalares e mais 5.453 fora, desde o início da pandemia, relativamente à média de óbitos dos últimos cinco anos.

(Notícia atualizada pela última vez às 13h39)

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