Medidas mais restritivas exigem apoios “mais robustos”, diz AHRESP

  • Lusa
  • 30 Outubro 2020

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) diz que se forem tomadas medidas que restrinjam ainda mais a atividade das empresas, será necessário "robustecer os apoios".

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apelou esta sexta-feira ao Governo para não tomar medidas que restrinjam a atividade das empresas, acentuando que, se tal suceder, serão necessários apoios “mais robustos”.

“Caso sejam adotadas medida mais restritivas para as nossas empresas, estas têm forçosamente que ser acompanhadas do robustecer dos apoios”, nomeadamente de um acesso ao lay-off simplificado desligado de quebras de faturação, refere a AHRESP no seu boletim diário.

Esta posição foi divulgada no dia em que o primeiro-ministro esteve a ouvir todos os partidos com representação parlamentar para procurar um consenso para a adoção de medidas imediatas de combate à pandemia. Para sábado está prevista a realização de um Conselho de Ministros extraordinário para a tomada de novas medidas que serão depois anunciadas ao país por António Costa.

A AHRESP diz reconhecer a gravidade do problema sanitário que se vive, mas apela aos decisores “que não tomem medidas de tal forma gravosas e desproporcionadas que condenem em definitivo as empresas ao encerramento e os trabalhadores ao desemprego”.

Os estabelecimentos de restauração e bebidas e do alojamento turístico “funcionam já com bastantes restrições”, pelo que se forem tomadas medidas mais restritivas, será necessário “robustecer os apoios”. Se não houver essa resposta, a AHRESP alerta que se irá assistir a uma situação, “sem precedentes, de encerramento massivo das empresas”, já que estas “não têm como suportar” os custos fixos, nomeadamente com pessoal.

“Entre outras medidas, é fundamental que o regime de lay-off simplificado seja estendido para todo o ano de 2021, com acesso simples e direto por parte das empresas, sem estarem dependentes de níveis de quebra de faturação. Também os sócios gerentes devem ser considerados para efeitos deste apoio, na mesma medida dos trabalhadores”, refere a AHRESP, vincando ainda que os estabelecimentos de restauração, bebidas e alojamento “têm sido exemplares” no cumprimento das regras e “não são” considerados locais de risco de contágio.

No final da Concertação Social, o ministro da Economia referiu que o Governo está a ponderar novas medidas de apoio ao emprego e às empresas em resposta ao agravamento da pandemia. “Em função da circunstância que agora estamos a ter de agravamento das condições sanitárias com impacto na situação económica, o Governo deve ponderar novas medidas de apoio ao emprego e às empresas e em devido tempo daremos nota disso mesmo”, disse Siza Vieira aos jornalistas.

“Parece-nos que isso deve avançar tão cedo quanto necessário porque queremos assegurar que as empresas preservam a sua capacidade produtiva e os postos de trabalho necessários para responder às necessidades dos seus clientes no momento em que estas restrições sejam aliviadas”, rematou.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Medidas mais restritivas exigem apoios “mais robustos”, diz AHRESP

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião