“Estamos do lado da solução”, diz Rui Rio. Estado de emergência seletivo “é do interesse nacional”

Para o presidente do PSD, aplicar as medidas do estado de emergência de forma seletiva é "do interesse nacional".

O presidente do PSD voltou a reiterar que o partido está “do lado da solução”, após ser conhecida a proposta do Governo de avançar para um novo estado de emergência. A intenção do Executivo é aplicar essas novas restrições de forma seletiva, o que “é do interesse nacional”, defende Rui Rio, em declarações transmitidas pelas televisões.

“Não vejo o estado de emergência como em março e abril em que tomámos medidas muito pesadas”, apontou Rio. “Essas medidas não se podem tomar por razões de ordem económica, do ponto de vista sanitário até convinha que assim fosse”, reiterou, mas admitindo que tal “não é possível”, porque “a economia não aguenta”.

Rui Rio admitiu que há medidas, decididas pelo Governo, que não têm a lógica toda” e que algumas “não se entendem muito bem”. No entanto, diz acreditar que “a ideia é tomar medidas mais suaves para ver se o comportamento cívico das pessoas leva a que não seja necessário ser mais rude nas medidas”, adiantando que, “se assim for”, está “de acordo”.

O primeiro-ministro explicou esta segunda-feira que o Executivo propôs a Marcelo Rebelo de Sousa um estado de emergência mais “limitado”, tendo em vista medidas como o controlo de temperatura ou restrições à circulação, mas que dure mais tempo, “com perspetiva de renovação continuada”. O líder social-democrata defendeu ainda que “se a ideia agora é prolongar um pouco mais” o estado de emergência, para além dos 15 dias, não “parece que seja mau”.

PSD “nada tem a opor” mas não se pronuncia sobre medidas

Após a reunião com o Presidente da República, o PSD voltou a pronunciar-se sobre a possibilidade de declarar estado de emergência, garantindo que “nada tem a opor”. No entanto, Nuno Morais Sarmento salientou que esta posição “nada tem a ver com a concordância com cada uma das medidas que possa vir a ser tomada”.

O PSD concorda então com um novo estado de emergência, tendo em vista dois objetivos: “legitimar e dar segurança jurídica a medidas já tomadas e dar cobertura a medidas que só possam ser tomadas com estado de emergência em vigor”, explicou o social-democrata, em declarações transmitidas pela RTP 3.

Quanto às medidas que poderão ser tomadas pelo Governo sob um novo estado de emergência, Nuno Morais Sarmento reitera que o partido não se vai pronunciar sobre medidas que desconhece. Atualmente, “existem leituras e posições diferentes” sobre as restrições que o Executivo pode aplicar, que apenas poderão ser confirmados se as medidas forem propostas, reforça.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h20)

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