Dois livros, três podcasts e quatro apps para manter poupanças em ordem

O ECO juntou dois livros, três podcasts e quatro aplicações móveis que podem ajudar quem quer manter as poupanças em ordem.

O conhecimento nunca está em demasia. Por isso, o Dia Mundial da Poupança, que se assinala a 31 de outubro, é sempre uma oportunidade para promover a literacia financeira na sociedade. É certo que muitos portugueses já poupam. Mas são também muitos os que não poupam, ou que gostavam de poder poupar mais.

Acima de tudo, num mundo de juros baixos ou negativos, em que os depósitos a prazo pouco ou nada rendem, há cada vez menos alternativas óbvias sobre onde aplicar o dinheiro. Para assinalar a efeméride, o ECO juntou dois livros, três podcasts e quatro apps para quem gosta de ter as poupanças em ordem.

Dois livros

Rich Dad Poor Dad

Originalmente publicado em 1997, é um clássico da literatura financeira. A obra Rich Dad Poor Dad é da autoria de Robert T. Kiyosaki e tem-se revelado, ano após ano, capaz de inspirar qualquer pessoa a olhar para o dinheiro de uma forma diferente. Conta a história de alguém que tem dois pais, um “rico” e outro “pobre”, deixando a descoberto duas formas muito diferentes de olhar para as finanças. É um bom ponto de partida para quem quer lançar-se no “mundo” da poupança. É facilmente encontrado em qualquer loja online de livros, incluindo a Fnac e a loja da Amazon.

 

O Dinheiro ou a Vida

Há regras básicas, passos para começar a poupar e estratégias para por a render, mas cada vez mais as finanças pessoas estão a olhar para a felicidade. Se a sabedoria popular diz que o dinheiro não traz felicidade, as novas tendências das finanças pessoas cada vez mais se focam na independência financeira. Através de nove passos para transformar a sua relação com o dinheiro e atingir a independência financeira, “O Dinheiro ou a Vida” promete “libertar o leitor para que tenha tempo para uma vida com mais alegria, mais liberdade e mais significado”.

Três podcasts

Contas Poupança

Há dois nomes incontornáveis nas finanças pessoas em Portugal. Um deles é o de Pedro Andersson, o jornalista da SIC conhecido pelo programa Contas Poupança. Depois da televisão e do blog, Andersson estreou-se no mundo dos podcasts em novembro do ano passado com um programa com o mesmo nome, que promete ser o “podcast que aumenta o seu ordenado”. Não é meramente financeiro, mas é virado para tudo o que mexe com a carteira, incluindo consumo, marcas ou serviços. Para quem se quer iniciar nas lides das finanças pessoais e começar a controlar o dinheiro que gasta e como pode ser uma opção interessante.

Money Bar

Tal como Pedro Andersson, também Bárbara Barroso não é estranha dos portugueses. A veterana dos blogues ficou conhecida pelo “Dicas da Bá”, que transitou para o laboratório de literacia financeira MoneyLab. O podcast está entre os mais ouvidos em Portugal na categoria de negócios. Mais direcionado para literacia financeira, poupança e investimento, é um programa onde se podem encontrar temas variados que vão desde as estratégias mais básicas para começar um orçamento familiar, aos seguros mais indicados às suas necessidades ou como navegar o mercado acionista. Tudo com uma dose de bom humor.

Invest Like a Boss

É em inglês, mas vale muito a pena. O Invest Like a Boss é o protejo de dois empreendedores norte-americanos, Sam Marks e Johnny FD, que se encontram numa conversa descontraída com convidados — como a uma mesa de café entre amigos — para falar de coisas sérias. Partilham estratégias de investimento, mas também falam de temas como plataformas ou impostos. Além do podcast, têm um programa de subscrições pagas (com vários níveis) que dá acesso a uma série de regalias, incluindo fazer perguntas aos próximos convidados.

Quatro apps

WalletApp

A WalletApp, desenvolvida pela BudgetBakers, é uma completa plataforma de registo de despesas e acompanhamento a 360º da sua situação financeira. Permite saber o saldo de todas as suas contas, incluindo o dinheiro físico que tem na carteira, e possibilita o registo das suas despesas de forma simples e rápida. À medida que a usa, os gráficos com as categorias de despesas e cash flow vão permitindo saber como poupar melhor e onde cortar para ter mais rendimento disponível. Permite ainda gerir orçamentos, anotar despesas futuras programadas, entre muitas outras coisas. A WalletApp tem uma versão gratuita com limite de contas para iOS e Android. Pode comprar uma subscrição por um período de tempo limitado, ou uma subscrição vitalícia por menos de 15 euros.

Investing.com

A aplicação Bolsa do iPhone cumpre os básicos na disponibilização de informação sobre os mercados de capitais. Mas não precisa de ser um trader profissional para ter uma visão mais ampla sobre as bolsas mundiais. A Investing.com permite saber as cotações de milhões de títulos, em alguns casos em tempo real e noutros com um atraso de 15 minutos. Se tem poupanças investidas na bolsa, a grande vantagem é permitir replicar o seu portefólio na aplicação, sabendo exatamente, a cada segundo, quanto está a ganhar ou a perder num determinado dia. Também permite criar e gerir listas de favoritos, para que tenha sempre as suas ações debaixo de olho. Tem uma versão gratuita com publicidade disponível para iOS e Android.

Dabox

A Dabox é a aplicação de finanças pessoais da Caixa Geral de Depósitos. Esta plataforma permite ver em simultâneo todas as suas contas bancárias, seja ou não cliente do banco público. Também permite agregar informação de créditos que tenha contraído junto da Cofidis e Unicre, ou cartões-refeição da Euroticket. Para além dos gráficos com informação detalhada, que facilitam a tomada de decisões na gestão do orçamento familiar, a Dabox permite também realizar transferências bancárias a partir de qualquer uma das suas contas, suportando a generalidade dos grandes bancos portugueses. Está disponível para iOS e Android.

Raize

É uma bolsa de empréstimos a pequenas e médias empresas, que ganha relevância numa altura em que os depósitos a prazo apresentam remunerações baixas e muitas empresas precisam de financiamento. Na Raize, os investidores são convidados a carregar a conta com o montante que quiserem. Há um mercado “primário”, em que pequenas e médias empresas procuram financiamento. Um algoritmo vai licitando juros pelos utilizadores. Desta forma, por exemplo, um empréstimo de 15 mil euros a uma empresa na Raize pode ser repartido em somas relativamente baixas, de poucas dezenas ou centenas de euros, por centenas ou milhares de investidores particulares. É um investimento com risco associado, que é o do incumprimento das empresas com consequente perda de parte ou da totalidade do capital, pelo que deve ser uma aplicação usada com cautela e ponderação. As rentabilidades podem rondar os 5% a 7% (sem capital garantido) e a plataforma está sob a supervisão do Banco de Portugal. Está disponível para iOS e Android.

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