BCP e Caixa olham para fusões se “a peça na montra” interessar

Como é que os bancos analisam as fusões em Portugal? Para BCP e Caixa, é como se andassem na rua e deparassem com uma peça de roupa interessante numa montra de uma loja.

O tema da consolidação na banca foi colocada nestes termos por Miguel Maya: “Não vou às compras, mas ando na rua e se vir uma peça pendurada que possa ser do meu interesse, olho para ela, analiso e tomarei as decisões“, disse o CEO do BCP, sobre um eventual interesse em comprar o Novo Banco ou o Banco Montepio.

Também a Caixa Geral de Depósitos (CGD) olha para o mercado como se estivesse a passear na rua sem deixar de estar atento ao que está disponível nas lojas (mercado, diga-se): “Se um dia passarmos por uma montra e tivermos de comprar um peça de roupa, não digo nem que sim nem que não”, referiu José João Guilherme, administrador do banco público.

Os dois gestores falavam na conferência “A banca pós-Covid”, organizada pelo Dinheiro Vivo e TSF, e o tema das fusões e aquisições no setor não deixou de ser abordado.

"Não vou às compras, mas ando rua e se vir uma peça pendurada que possa ser do meu interesse, olho para ela, analiso e tomarei as decisões.”

Miguel Maya

CEO do BCP

Miguel Maya adiantou que ainda “há algum espaço, não imenso, para consolidação no mercado nacional”.

“A três ou quatro anos, as fusões cross border também vão acontecer”, vaticinou o presidente executivo do BCP, com esta lógica para o banco que lidera: “Se forem bons para o país, para os bancos, para os acionistas, a gente fala deles”.

João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI, reiterou que o seu foco é gerir o banco até porque se encontra inserido “num grupo que está numa atividade intensa neste momento”, referindo-se à fusão entre CaixaBank e Bankia, em Espanha.

Miguel Belo, administrador do Santander Totta, também ele controlado por espanhóis, acompanhou a referência do seu colega Miguel Maya para dizer que o seu “banco não está à procura em montra nenhuma de peças penduradas”.

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