Mais de 60% das empresas têm site. 20% das vendas é online

Em 2020, cerca de 97% das empresas com 10 ou mais trabalhadores têm computadores com acesso à internet, revela o INE. Quase dois terços (61,1%) das empresas garantem ter um site próprio.

As tecnologias estão a ganhar terreno em Portugal. Em 2020, quase a totalidade das empresas com 10 ou mais trabalhadores têm computadores com acesso à internet. Ao mesmo tempo, quase dois terços das empresas garantem ter um site próprio, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Em 2020, cerca de 97% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço e 42,8% das pessoas ao serviço utilizam computador com ligação à Internet para fins profissionais”, assinala o gabinete de estatística nacional. Entre os setores em que esta realidade é mais comum está, naturalmente, o setor da “informação e comunicação”, com 100%, seguido pelos “outros serviços” (98,4%) e pela “construção e atividades imobiliárias” (97,9%). Em contrapartida, o setor do “alojamento e da restauração” é o setor com o menor número de empresas a utilizarem computadores com acesso à internet para fins profissionais (só 90,8% das empresas o utilizam).

Segundo o INE, “entre 2015-2019, Portugal registou uma proporção de empresas que utilizam computadores com ligação à Internet para fins profissionais ligeiramente superior à registada pela União Europeia” (UE).

Empresas que utilizam computadores com acesso à internet para fins profissionaisFonte: INE

Neste contexto, como anteriormente referido, 42,8% dos trabalhadores referem utilizar o computador com ligação à internet para fins profissionais, ou seja um aumento de 4,4 pontos percentuais face ao ano anterior. Também neste aspeto, a “informação e comunicação” é o setor de atividade com maior proporção de trabalhadores a utilizarem o computador com acesso à internet (93,9%), seguindo pelo “comércio” (59%) e pelos “transportes e armazenagem”, com 49,3% dos inquiridos a admiti-lo. Em contraciclo, o setor do “alojamento e da restauração” é também o setor com o menor número de empresas a utilizarem computadores com acesso à internet para fins profissionais (29,8%).

Ao mesmo tempo, este ano “61,1% das empresas referem ter site próprio ou do grupo económico a que pertencem”, o que representa um crescimento de 2,6 pontos percentuais face a 2019. De acordo com o INE, esta proporção aumenta consoante o número de funcionários que a empresa emprega, “destacando-se as empresas com 250 ou mais pessoas ao serviço com 95,3%”, seguindo-se “as empresas com 50 a 249 pessoas ao serviço, com 82,5%”, e, por último, as empresas com 10 a 49 trabalhadores, com 56,9%”. Neste último escalão, trata-se de uma subida de 3,6 pontos percentuais face ao ano anterior.

Numa análise mais fina, por setores de atividade, o gabinete de estatísticas que são também as empresas ligadas ao setor da “informação e comunicação” (94,9%), que possuem a percentagem mais elevada de empresas com sites próprios, seguida pelos “outros serviços” (73%) e pelos “transportes e armazenagem” (65,5%). Por outro lado, o “alojamento e da restauração” e a “construção e atividades imobiliárias” são os setores que apresentam as menores percentagens, apenas 46,9% e 57,9%, têm sites próprios, respetivamente.

Empresas com 10 ou mais trabalhadores que têm ou não website por setor de atividadeFonte: INE

Relativamente às empresas com 10 ou mais trabalhadores, verifica-se que a maioria das empresas (78,7%) disponibilizam no seu site informações relativas à” descrição dos produtos ou ou serviços e listas de preços”, enquanto mais de metade (56,4%) “disponibilizam ligações ou referências a perfis de redes sociais da empresa”. Ainda assim, apenas 12,1% disponibilizam a possibilidade de acompanhamento online de encomendas e “13% a possibilidade dos visitantes personalizarem ou projetarem os produtos”, aponta o INE.

Vendas por comércio eletrónico aceleram ligeiramente

Certo é que o comércio eletrónico tem acelerado, em larga medida devido à pandemia, que, na sequência das restrições de circulação levou a que os portugueses passassem a realizar mais compras online. Neste contexto, as vendas de bens e serviços realizadas através da internet pelas empresas com 10 ou mais trabalhadores, representaram “cerca de 20% do total do volume de negócios em 2019”, ou seja, um aumento de um ponto percentual face ao ano anterior e mais seis pontos percentuais face a 2015. De sublinhar que no que diz respeito a este indicador, Portugal esteve abaixo da média do bloco comunitário em 2015 e 2015, mas tem crescido, estando acima da média da da UE em 2017 e 2018.

Também aqui, a percentagem de vendas aumenta consoante o número de trabalhadores das empresas. “Esta proporção aumentou com o escalão de pessoal ao serviço: 17,6% nas empresas com 10 a 49 pessoas, 32,9% nas empresas com 50 a 249 pessoas e 46,5% nas empresas com 250 ou mais pessoas”, assinala o gabinete de estatísticas.

Por setor de atividade, destacaram-se os “transportes e armazenagem, com 28,4% das empresas a receberam encomendas por comércio eletrónico, seguindo-se o “comércio” (27,7%) e o “alojamento e restauração” (24,3%). Estas conclusões vêm, deste modo, dar força aos dados revelados na sexta-feira passada pelo INE, que referiam que este ano o número de utilizadores do e-commerce teve o maior aumento em 18 anos.

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