Governo lança apoio à capitalização das empresas antes do fim das moratórias, avança Siza Vieira

Siza Vieira antecipa que as empresas venham a beneficiar nos próximos anos da "maior descida de impostos nas últimas décadas" com o regime dos créditos fiscais.

O ministro de Estado e da Economia antecipa que as empresas venham a beneficiar da “maior redução de impostos nas últimas décadas” nos próximos anos com o regime que permite abater integralmente os prejuízos fiscais registados este ano e no próximo nos lucros tributáveis ao longo da próxima década. Sobre o fim das moratórias, Siza Vieira diz que estão a ser desenhadas soluções para capitalizar as empresas de forma a estarem preparadas para a retoma.

Siza Vieira falava no encerramento da conferência “Fábrica 2030”, organizada esta terça-feira pelo ECO, e deu conta das várias medidas que estão ao dispor das empresas para superarem a crise. Entre elas destacou o “grande impulso fiscal” que se deu para a próxima década.

Siza Vieira, ministro de Estado e da EconomiaHugo Amaral/ECO

“A Assembleia da República aprovou no Orçamento Suplementar uma medida francamente inovadora ao nível da recuperação de prejuízos fiscais. Os prejuízos fiscais gerados no exercício de 2020 e 2021 vão poder ser integralmente recuperados ao longo de 12 anos. (…) Tendo em conta os prejuízos fiscais que antecipamos este ano e no próximo, diria que é provavelmente a maior redução de impostos às empresas que vimos nas últimas décadas por esta via“, sublinhou Siza Vieira no encerramento da conferência “Fábrica 2030”, organizada esta terça-feira pelo ECO.

O ministro deixou também detalhes sobre como será o desenho das soluções que está preparar para o fim das moratórias bancárias e que deverão ser apresentadas no decorrer do primeiro semestre do próximo ano. As moratórias do crédito já foram prolongadas por duas vezes, a última delas até ao final de setembro de 2021.

“Isto vai passar por uma combinação de soluções desde converter dívida em capital até injeção de capital novo que precisa de robustecer o balanço das empresas, preparando-as para a retoma”, adiantou Siza Vieira.

Inverno “mais difícil” do que o esperado

Admitindo que o “outono e inverno está a ser mais difícil do que antecipava”, o governante apelou aos empresários para “aguentarem uns meses até que os clientes regressam”, algo que estará mais próximo com as notícias das vacinas.

“A normalização da procura precisa de uma estabilização da situação sanitária. Nesta matéria, as notícias das últimas semanas sobre a disponibilização de vacinas eficazes e seguras já no primeiro trimestre do próximo ano pode ajudar-nos um pouco nesta tarefa”, disse.

Siza Vieira sublinhou que é preciso ter em especial atenção setores da indústria, “onde o saber fazer, as competências críticas em matéria de recursos humanos de gestão, as ligações internacionais com fornecedores e com o sistema científico e tecnológico são mais difíceis de reconstruir”. Ao contrário de uma loja ou hotel que pode encerrar hoje e abrir amanhã, quando os clientes regressarem.

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