Casa Branca propõe estímulos de 916 mil milhões de dólares

O secretário do Tesouro dos EUA propôs ao Congresso um pacote de estímulos de 916 mil milhões de dólares. Inclui pagamentos diretos às famílias, mas corta nas ajudas aos desempregados.

A Casa Branca propôs aos democratas um pacote de estímulos de 916 mil milhões de dólares para ajudar as famílias, as empresas, os Estados e os governos locais a fazerem face às dificuldades geradas pela pandemia.

A proposta partiu do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, naquela que é a primeira vez que a Administração Trump dá um passo nas negociações com o Congresso desde as eleições Presidenciais de novembro, avança o The New York Times (acesso condicionado).

A proposta surge numa altura em que os investidores nos mercados de capitais acreditam que o muito aguardado acordo pode estar iminente. O pacote proposto não contempla a bonificação semanal de 300 dólares no subsídio de desemprego que esteve e vigor numa fase anterior da pandemia, mas prorroga alguns programas de apoio aos desempregados que estão prestes a expirar.

Além disso, o pacote proposto pela Casa Branca inclui ainda uma nova ronda de transferências diretas de liquidez para as famílias, num total de 600 dólares por pessoa. É, contudo, um valor inferior aos cheques de 1.200 dólares enviados por correio aos contribuintes em março.

O pacote sugerido pela Administração Trump contempla ainda recursos financeiros para a distribuição de vacinas contra a Covid-19 e recupera o programa de empréstimos às empresas, que ficou conhecido por Paycheck Protection Program (PPP).

Numa altura em que decorrem negociações no Congresso para a nova ronda de estímulos, a proposta da Casa Branca, contudo, foi recebida com críticas pela oposição. Num comunicado conjunto, a porta-voz da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder da minoria democrata no senado, Chuck Schumer, consideraram que “não se deve permitir que a proposta do Presidente [dos EUA] obstrua as negociações bipartidárias do Congresso, que estão em curso”.

Além disso, os dois responsáveis consideraram “inaceitável” o corte de 180 mil milhões para 40 mil milhões nos apoios aos desempregados, patente na proposta da Casa Branca.

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