Empresas inovadoras têm dimensão, faturação e produtividade mais elevada

  • Lusa
  • 16 Dezembro 2020

Em 2018, as empresas inovadoras tinham o dobro dos funcionários e uma faturação 3,8 vezes superiores do que as não inovadoras, revela o Instituto Nacional de Estatística.

As empresas inovadoras tinham em média, em 2018, o dobro dos funcionários e uma faturação 3,8 vezes superiores do que as não inovadoras, apresentando também níveis mais elevados de Valor Acrescentado Bruto (VAB) e produtividade, segundo o INE.

Segundo o “Stats E – Estudo sobre as empresas inovadoras 2018” do Instituto Nacional de Estatística (INE), “a inovação está fortemente relacionada com a dimensão das empresas”, tendo as empresas inovadoras uma média de 137 pessoas ao serviço, comparativamente às 68 pessoas das empresas não inovadoras.

“Na maioria dos setores de atividade, independentemente do escalão de pessoal ao serviço, as empresas inovadoras apresentaram, em termos relativos, um maior número de trabalhadores com habilitações superiores, destacando-se as empresas com 50 a 249 pessoas ao serviço da Informação e comunicação (62,2%)”, nota o INE.

O trabalho aponta ainda que, “na maioria dos setores de atividade e independentemente do escalão de pessoal ao serviço, as empresas inovadoras apresentaram um VAB médio superior às não inovadoras”: em 2018, o VAB gerado por empresa inovadora situou-se em 6,306 milhões de euros e o volume de negócios em 27,655 milhões de euros, contra 1,827 milhões de euros e 7,249 milhões de euros, respetivamente, por empresa não inovadora.

O destaque vai para as empresas com 250 ou mais pessoas ao serviço do setor dos ‘transportes e armazenagem’, com um VAB médio de 75,3 milhões de euros, e da ‘informação e comunicação’, com 68,8 milhões de euros.

Em 2018, o volume de negócios por empresa inovadora foi 3,8 vezes superior ao registado pelas empresas não inovadoras, tendo esta diferença sido superior nas empresas com 250 ou mais pessoas ao serviço, com 164,2 milhões de euros por empresa inovadora face aos 59,7 milhões de euros por empresa não inovadora (2,8 vezes mais).

Por setor, as empresas inovadoras do ‘comércio’, com 47,6 milhões de euros por empresa, registaram o valor mais elevado, mas foi na ‘indústria e energia’ que a diferença entre as empresas inovadoras e não inovadoras foi superior (6,3 vezes).

No que se refere à produtividade aparente do trabalho, salientaram-se as empresas inovadoras com 50 a 249 e com 250 ou mais pessoas ao serviço da ‘informação e comunicação’, que registaram os valores mais elevados (69,4 mil euros e 90,4 mil euros, respetivamente), e as empresas inovadoras com 10 a 49 pessoas ao serviço dos ‘transportes e armazenagem’ (52,9 mil euros).

Outra das conclusões do estudo é que as empresas inovadoras que integram os setores de alta e média-alta tecnologia apresentaram um VAB médio superior (9,6 milhões de euros) ao das empresas não inovadoras (2,3 milhões de euros), o que também se verificou na produtividade aparente do trabalho.

Em ambas as variáveis, o realce vai para as empresas inovadoras que integram o setor dos ‘serviços intensivos em conhecimento de alta tecnologia’, que registaram os valores mais elevados.

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