“Não estraguem” no Natal progressos no combate à Covid, pede Marcelo. Vacinas? Haverá “para todos”

Presidente da República e candidato à revalidação do mandato diz que se forem precisas mais medidas, terão de se tomar. E alerta que ninguém estará cabalmente vacinado antes do final de janeiro.

O Governo aliviou as restrições no Natal, apertando as do Ano Novo. O alívio surge numa altura em que os números da pandemia continuam elevados, sendo que o cenário no resto da Europa exige cautela. Marcelo Rebelo de Sousa descarta um apertar das regras em vésperas do jantar de 24 de dezembro, mas apela aos portugueses que adotem medidas preventivas, para evitarem novos contágios.

“Não me parece provável [que sejam adotadas medidas mais restritivas para o Natal], mas a realidade é mutante”. Mas não “me parece que haja um conjunto de fatores que obriguem a mudar o que foi decidido” para esta quadra, diz o Presidente da República em entrevista à TVI como candidato presidencial.

Questionado sobre quantas pessoas deveriam estar à mesa de Natal, tendo em conta que Portugal não institui nenhuma regra nesse sentido, Marcelo evitou dar uma resposta. No entanto, deu o seu exemplo pessoal, apontando para um total de cinco pessoas.

“No dia 24 de dezembro janto com parte da família, são cinco”, disse. Depois, “no dia 26, são 7. Não é em minha casa, estou com dúvidas sobre como vão arrumar a mesa”, atirou. “Tento dar o exemplo…”.

“Queria apelar aos portugueses que não estraguem o que se está a fazer e os números que temos tido [que têm vindo a baixar em termos de novas infeções, embora a mortalidade continue elevada]. Não estraguem!”, disse o Presidente da República.

Haverá vacinas contra a Covid-19 “para todos”

Marcelo diz que tem falado com o primeiro-ministro sobre as medidas que têm sido adotadas para travar a pandemia, afirmando que “tudo o que for necessário fazer perante uma terceira vaga, sabendo o custo que tem para a economia, e é dramático, terá de se fazer”, atira.

Essas medidas terão de ser adotadas até que a vacinação alcance um nível que permita a imunidade de grupo. E isso é algo que vai demorar ainda alguns meses.

Reconhecendo que os “portugueses foram enganados [na vacina da gripe]”, Marcelo diz que desta vez empenhou-se “em falar com os produtores das vacinas, das duas que vão chegar primeiro, para saber não apenas o número de vacinas” que será destinado a Portugal. Marcelo diz que tem a “convicção que há, um número de vacinas necessário para todos”.

Salientando que não se pode “elevar expectativas” relativamente à vacinação, o candidato a um novo mandato em Belém diz que “ninguém está cabalmente vacinado antes do final de janeiro”. Espero que [a conclusão da vacinação do primeiro grupo] não escorregue além de março, abril, para que o segundo grupo não se atrase”.

“O meu grupo é o segundo grupo. Espero pelo primeiro, os 900 mil, para depois ser vacinado”, porque “sempre entendi que os órgãos de soberania não devem passar à frente“, atira Marcelo.

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