Audições do inquérito ao Novo Banco só deverão arrancar dentro de três semanas

Mesa da comissão de inquérito reuniu-se esta terça-feira. Deputados decidiram avançar com audições apenas depois de receberem documentação. Entidades terão 10 dias para enviar documentos.

A mesa da comissão de inquérito ao Novo Banco reuniu-se esta terça-feira e ficou acordado entre os deputados que as audições às diversas personalidades só vão realizar-se depois de recebida toda a documentação solicitada. As entidades terão dez dias para enviar ao Parlamento os documentos pedidos, pelo que as primeiras audições só acontecerão, muito provavelmente, dentro de três a quatro semanas, adiantaram várias fontes parlamentares ao ECO.

Em relação à lista de pessoas a ouvir, nenhum dos nomes requeridos pelos partidos foi rejeitado. Tal como não foi vetado qualquer documentação solicitada. Já esta semana deverão seguir os pedidos às instituições para que enviem os documentos no prazo máximo de dez dias úteis (duas semanas).

Também já ficou alinhavado os dias em que as audições terão lugar: às terças-feiras durante todo o dia (abrindo-se a porta a duas audições) e nas tardes de quinta e sexta-feira. Isto sem prejuízo de alguma flexibilização para não prejudicar os trabalhos parlamentares dos deputados.

As decisões tomadas esta terça-feira deverão ser retificadas pelos 17 membros efetivos da comissão de inquérito ao Novo Banco numa reunião que terá lugar esta quinta-feira, após o plenário.

A comissão de inquérito ao Novo Banco, presidida por Fernando Negrão, visa apurar as perdas registadas pelo banco e que foram imputadas ao Fundo de Resolução. Os trabalhos vão prolongar-se durante quatro meses e as conclusões deverão ser conhecidas até abril, antes de o Fundo de Resolução ser chamado a fazer nova transferência para o Novo Banco.

Entre os nomes mais consensuais que constam nos pedidos dos partidos estão, entre outros, os de Carlos Costa (ex-governador do Banco de Portugal), Mário Centeno (ex-ministro das Finanças), António Ramalho (CEO do Novo Banco), Maria Luís Albuquerque (ex-ministra das Finanças de Passos Coelho), Luís Máximo dos Santos (presidente do Fundo de Resolução), e Vítor Bento (CEO do BES aquando da resolução e primeiro presidente do Novo Banco).

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