Bancos emprestam 1.113 milhões para comprar casa, um máximo de um ano

  • Ema Gil Pires
  • 6 Janeiro 2021

Voltou a subir o montante de financiamento às famílias para a compra de casa. Em novembro, os bancos concederam 1.113 milhões de euros em empréstimos à habitação.

O crédito concedido para a aquisição de nova habitação voltou a subir em novembro, pelo terceiro mês consecutivo. Os bancos financiaram as famílias portuguesas em 1.113 milhões de euros para a compra de casa, um aumento de 137 milhões de euros face ao mês anterior. Foi o valor mais alto desde dezembro de 2019, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

Já no que toca à taxa de juro média para novos empréstimos à habitação, esta desceu três pontos base, fixando-se nos 0,84%, dando assim origem a um novo mínimo histórico pelo quarto mês consecutivo. Esta quebra relaciona-se com a política monetária do BCE mas também com a guerra de spreads que tem existido entre alguns dos principais bancos. Há já várias instituições com taxas de apenas 1%.

De forma contrastante, o montante concedido a particulares para consumo baixou dos 391 milhões para os 357 milhões de euros relativos ao passado mês de novembro. Também o juro médio dos empréstimos ao consumo sofreu uma quebra, à semelhança do que tinha ocorrido em outubro, baixando assim para os 6,24%.

Considerando a totalidade do dinheiro concedido às famílias para as diversas finalidades (casa, consumo e outros fins) em novembro, este valor fixou-se nos 1.659 milhões de euros, valor que supera os 1.523 milhões pedidos à banca no mês anterior. Isto tendo em conta os 189 milhões de euros que, no mês em causa, foram pedidos pelos portugueses para “outros fins”, cuja taxa de juro média se reduziu para os 3,24%.

Crédito às empresas em queda

Ao contrário do que aconteceu com os empréstimos para os particulares, os novos empréstimos concedidos às empresas voltaram a cair em novembro de 2020, para 1.982 milhões de euros, o valor mais baixo desde fevereiro de 2018.

Os 1.982 milhões de euros de crédito concedido às sociedades não financeiras em novembro passado comparam com os 2.027 milhões de euros do mês anterior e os 2.471 milhões de euros de novembro de 2019.

O juro médio destes novos empréstimos reduziu-se. “Em novembro, a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras diminuiu 8 pontos base (pb) face a outubro, para 1,99%“, pode ler-se no comunicado do Banco de Portugal.

(Notícia atualizada às 12h09 com mais informação)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bancos emprestam 1.113 milhões para comprar casa, um máximo de um ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião