Escolas vão manter-se abertas, apesar do novo confinamento

Governo decidiu que vai manter "em pleno funcionamento todos os estabelecimentos educativos", anunciou o primeiro-ministro, após a reunião de Conselho de Ministros.

O Governo decidiu que as escolas devem ficar abertas para todos os alunos, apesar do novo confinamento e do aumento dos casos de infeção por Covid-19 a disparar e a baterem máximos consecutivos nos últimos dias, anunciou o primeiro-ministro, após a reunião de Conselho de Ministros. Medida é justificada com as “consequências irrecuperáveis para o processo educativo” que o ensino não presencial poderia provocar.

“As regras que repomos são essencialmente as mesmas que aplicámos em março, com uma exceção que se prende com o calendário democráticos das eleições presidenciais do próximo dia 24 janeiro e com a necessidade com não voltarmos a sacrificar a atual geração de estudantes”, começou por explicar António Costa, em declarações no Palácio da Ajuda.

Nesse sentido, o Executivo decidiu “manter em pleno funcionamento todos os estabelecimentos educativos”, como tem acontecido até então, revelou o primeiro-ministro, colocando um ponto final nas dúvidas levantadas nos últimos dias. “Esta é verdadeiramente a única e nova relevante exceção”, sinalizou. Assim, sendo as aulas vão manter-se desde o pré-escolar ao ensino universitário.

Esta decisão foi justificada com o intuito de não “sacrificar a atual geração de estudantes”, tendo o Chefe de Governo explicado que foi tomada depois de terem sido avaliadas todas ” as consequências irrecuperáveis para o processo educativo” que a interrupção das aulas presenciais provocou no ano passado. “Não podemos voltar a repetir este ano a mesma regra, e, por isso, com as cautelas que tornaram a escola segura, vamos manter a escolas em funcionamento“, garantiu.

Além disso, o primeiro-ministro adiantou ainda o Executivo vai “acompanhar o funcionamento das escolas” através de uma “campanha de testes de antigénio”, por forma a detetar eventuais casos de infeção de Covid-19. “Esse é um processo que está a ser articulado entre o Ministério da Educação e da Saúde, de forma a termos uma campanha permanente de testes antigénio no sistema educativo”.

O encerramento das escolas não reuniu consenso entre os especialistas ouvidos pelo Governo na reunião de terça-feira no Infarmed, sendo que a principal divergência dizia respeito ao escalão intermédio. Não obstante, à saída, António Costa tinha descartado a possibilidade de “interromper atividades de avaliação” como as do Ensino Superior e afirmou que, “relativamente às crianças mais pequenas, nada justifica o encerramento das escolas”.

Neste encontro, Baltazar Nunes referiu que as estimativas mostram que é possível baixar o índice de transmissibilidade da doença para valores abaixo de 1, desde que se fechem outros setores de atividade, que não as escolas. Ainda assim, o especialista do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) defendeu que o encerramento destes estabelecimentos de ensino permitia que a redução dos contágios fosse “mais acentuada”. Horas mais tarde, o ministro da Educação veio defender a manutenção do ensino presencial durante este novo confinamento, justificando que o “custo do encerramento das escolas é bem superior ao risco que possa existir”.

(Notícia atualizada às 19h21)

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