Governo volta a congelar preço das botijas de gás

Em abril do ano passado, a fixação do preço de gás de garrafa foi justificada com a necessidade de travar o “aumento da margem de comercialização praticada pelos operadores retalhistas".

O Governo anunciou esta quarta-feira depois da reunião do Conselho de Ministros que vai voltar a fixar o preço máximo do gás engarrafado (GPL), depois de já o ter feito durante alguns meses, a partir de abril de 2020, quando as botijas de 13 kg de gás butano, usadas por 2,3 milhões de famílias para cozinhar e aquecer a casa, não podiam custar mais do que 22 euros.

A medida entra em vigor com o novo confinamento geral no país já a partir desta sexta-feira, 15 de janeiro, mas o Governo ainda não revelou que preços serão aplicados desta vez.

O valor máximo de 22 euros por 13 kg de gás butano (neste momento, por exemplo, uma botija com o mesmo peso ronda os 25 a 26 euros, em média) esteve em vigor por via de um regime excecional de fixação de preços de gás engarrafado que esteve em vigor enquanto durou o anterior estado de emergência no país.

Em abril do ano passado, a fixação do preço de gás de garrafa foi justificada com a necessidade de travar o “aumento da margem de comercialização praticada pelos operadores retalhistas, em contraciclo com a evolução dos preços dos derivados nos mercados internacionais”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, propôs renovar o estado de emergência até 30 de janeiro — medida já aprovada pela Assembleia da República — e abriu assim a porta à imposição de limites nos preços do gás de garrafa. “Prevê-se a possibilidade de intervenção na limitação de preços de certos produtos e serviços, como o gás de garrafa […] Podem ser adotadas medidas de controlo de preços e combate à especulação ou açambarcamento de determinados produtos e materiais”.

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