Direto “Se a estirpe inglesa se tornar dominante fecharei as escolas”, garante Costa

O primeiro-ministro foi pela segunda vez ao Parlamento responder aos deputados desde que há o novo modelo de debates. Revelou que há 13 surtos ativos nas escolas e 39 mil alunos em isolamento.

António Costa esteve esta terça-feira a responder aos deputados no debate na Assembleia da República. Este foi o segundo com a presença do primeiro-ministro desde que foi inaugurado o novo modelo. Os partidos focaram-se no agravamento significativo da pandemia e nas consequências económicas, com um apelo a um maior intervenção nas escolas e a um maior recurso aos privados na saúde. A novidade foi dado por António Costa que, a título de exemplo, disse que poderia fechar as escolas se a estirpe inglesa do vírus se tornar dominante em Portugal.

Se soubermos que a estirpe inglesa se tornou dominante no nosso país muito provavelmente vamos ter mesmo de fechar as escolas e aí farei isso“, assumiu Costa, afirmando que não terá medo de recuar na decisão de manter as escolas abertas, se for necessário, apesar dos custos que isso poderá ter para os estudantes. Quem falou novamente na estirpe inglesa foi a ministra da Saúde, Marta Temido, no encerramento do debate para dizer que ainda se está a estudar as consequências desta variante e fazendo um apelo: “Este é o momento de união. Os próximos dias serão duríssimos. Por favor, ajudem-nos todos”.

“O mais fácil para um decisor político era encerrar as escolas porque o custo não é imediato como o do café ou restaurante (…) o custo só virá daqui a 10 ou 20 anos”, disse Costa, referindo que apenas 13 das mais de 5 mil escolas públicas é que estão encerradas por surtos de Covid-19. Em relação aos alunos, há 1 milhão e 140 mil e neste momento há 39 mil alunos confinados.

Tanto à esquerda como à direita, por diferentes motivos, houve o apelo para o Governo use mais a capacidade dos privados. Por um lado, a esquerda quer a requisição civil. Por outro lado, a direita diz que houve falta de planeamento e de acordos com os privados por questões ideológicos. Em resposta, o primeiro-ministro afastou “ilusões ideológicas” e chegou a dar o exemplo de que “num só dia” o Ministério da Defesa Nacional conseguiu arranjar mais camas do que aquelas disponibilizadas pelo privado ao SNS há muito tempo.

A gestão da situação epidemiológica foi o tema central num dia em que se voltou a registar um recorde de mortes em Portugal: 218 óbitos para um total de 9.246 desde o início da pandemia. O número de novos infetados situou-se nos 10.455, elevando para 566.958 o número de casos confirmados desde março.

Além da Covid-19, o Governo foi confrontado com polémicas que estiveram na agenda mediática nas últimas semanas, como é o caso da nomeação do procurador português para a Procuradoria Europeia ou a morte de um cidadão ucraniano às mãos do SEF no Aeroporto de Lisboa.

Acompanhe o debate aqui em direto:

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