GameStop mais que duplica de valor com o regresso dos pequenos investidores

Cenário completamente diferente é o que se vive fora do fenómeno GameStop. As principais bolsas norte-americanas abriram esta sexta-feira em baixa, após os dados da vacina da Johnson & Johnson.

A montanha russa das ações da GameStop continua, com um novo disparo no valor dos títulos causado pelo levantamento da proibição da sua negociação em algumas plataformas para investidores do retalho. Os movimentos da retalhista de jogos de vídeo, bem como da AMC e Blackberry, estão totalmente desligados do sentimento nas restantes ações de Wall Street, que abriu em ligeira baixa.

A plataforma de trading Robinhood — popular por não cobrar taxas de transações — levantou a proibição de negociação das ações da GameStop e de um grupo de outras ações, que tinha limitado na quinta-feira apontando preocupações com a volatilidade no mercado: cada ação da empresa de videojogos flutuou entre 112 dólares e 483 dólares. Durante a noite, captou mil milhões de dólares em capital junto de investidores, numa operação inesperada.

No início do mês, as ações da GameStop negociavam abaixo dos 20 dólares, sendo que o fenómeno foi alimentado por grupos de investidores na rede social Reddit e que usam plataformas como a Robinhood. Esta sexta-feira, com o fim da proibição, os títulos chegaram a disparar 114% para 413,98 dólares. A AMC avança 63%, a Koss 27%, a BlackBerry 9% e a Nokia 7,6%, nomeando apenas algumas das empresas que estão envolvidas no caso.

O regulador dos mercados norte-americanos, a Securities and Exchange Commission (SEC), garantiu estar “ativamente a monitorizar” o caso. “Em linha com a nossa missão de proteger investidores e manter o funcionamento justo, ordeiro e eficiente dos mercados, estamos a trabalhar com outros reguladores para avaliar a situação e rever as atividades das entidades reguladas, os intermediários financeiros e outros participantes do mercado”, disse em comunicado. Da mesma forma, também a administração de Joe Biden disse estar a “acompanhar” a evolução.

J&J castiga Wall Street

Cenário completamente diferente é o que se vive fora deste conjunto. As principais bolsas norte-americanas abriram esta sexta-feira em baixa, após os dados da vacina da Johnson & Johnson terem desapontado. A farmacêutica anunciou que a sua possível vacina contra a Covid-19 tem uma eficácia de 85% na prevenção de doenças graves a partir do 28º dia em que é tomada. A vacina mostrou uma média de 66% de eficácia nas regiões onde foi testada.

“Apesar de ser bom ter outro entrante, a questão é a eficácia. Há uma preocupação que, se for muito menos eficaz, então a confiança dos investidores e dos consumidores será substancialmente inferior“, disse Sam Stovall, chief investment strategist da CFRA Research, em declarações à Reuters. As ações caem 4% para 162,29 dólares.

O índice industrial Dow Jones abriu a perder 0,16% para 30.553,91 pontos, enquanto o financeiro S&P desce 0,25% para 3.778,05 pontos e o tecnológico Nasdaq recua 0,39% para 13.284,719 pontos, na última sessão de uma semana marcada pela época de resultados.

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