Acordo com a TAP “salva” emprego a 580 tripulantes

SNPVAC diz que "mais postos de trabalho poderão ser salvos em função da quantidade de tripulantes que aderirem às medidas laborais de adesão voluntária".

A TAP fechou o acordo de emergência com todos os sindicatos. E houve algumas cedências por parte da companhia aérea que são vitórias para muitos dos trabalhadores da empresa. Entre elas, a principal é o corte menos expressivo de postos de trabalho, nomeadamente o conseguido pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC). Salvaram 580 tripulantes.

A proposta de acordo de emergência previa o “despedimento de 746 tripulantes”. “O excesso de tripulantes identificado pela TAP na sua proposta inicial incluía 140 supervisores de cabine, 428 chefes de cabine e 178 CAB”, diz o SNPVAC, vangloriando-se por na negociação com a administração da companhia ter sido possível reduzir o número de postos de trabalho perdidos.

“Após uma longa maratona negocial, foi possível alcançar um acordo que protege 580 tripulantes do excesso identificado pela TAP“, refere o sindicato, salientando que podem até ser “salvos” mais trabalhadores. “Este número não se encontra fechado, sendo que mais postos de trabalho poderão ser salvos em função da quantidade de tripulantes que aderirem às medidas laborais de adesão voluntária”, refere.

Trabalhadores em “part-time”. E há cortes salariais

Este acordo acordo, que terá ainda de ser ratificado pelos associados do SNPVAC, protege postos de trabalho, mas traz consigo reduções de horários e cortes de vencimentos.

De acordo com a nota enviada aos seus associados, o SNPVAC refere que está prevista a “introdução de redução do período normal de trabalho transversal a todos os tripulantes“, começando nos 15% em 2021, passando para 10% em 2022 e para 5% em 2023. “A partir de 1 de janeiro de 2024, o período normal de trabalho volta a ser a tempo completo”.

No que respeita aos vencimentos, ficou acordado o corte de 25% até 2023, passando para 20% em 2024, acima dos 1.330 euros. Contudo, neste primeiro ano, ou seja, em 2021, a redução aplica-se logo a partir dos 1.200 euros. No entanto, fica prevista uma “prestação retributiva especial” mensal que permitirá que o corte salarial se aplique praticamente a partir do mesmo valor que nos anos vindouros.

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