Lisboa e Porto integram Startup Cities Alliance. São parte da rede de “cidades-berço” para os próximos unicórnios europeus

Lisboa e Porto estão na rede SCALE (Startup Cities Alliance), ao lado de Amsterdão, Antuérpia, Barcelona, Berlim, Colónia, Hamburgo, Helsínquia, Munique, Roma, Estocolmo e Viena.

Lisboa e Porto poderão ser berços preferenciais para alguns dos próximos unicórnios europeus. A conclusão é de um relatório lançado pela Startup Cities Alliance (SCALE), uma rede europeia que junta cidades referenciadas pelos seus hubs de startups e da qual as duas cidades portuguesas fazem parte.

De acordo com o mapa organizado pela SCALE e pela holandesa Dealroom.co, esta aliança europeia é a quinta maior “maternidade” de unicórnios, a nível mundial, e poderá servir de lugar de nascimento a 132 startups avaliadas em mais de 1.000 milhões de euros nos próximos anos. Na SCALE, além de Lisboa e do Porto, estão Amesterdão, Antuérpia, Barcelona, Berlim, Colónia, Hamburgo, Helsínquia, Munique, Roma, Estocolmo e Viena: atualmente, estas cidades contabilizam 54 unicórnios.

Segundo o relatório divulgado esta quinta-feira, sete das 10 empresas de software mais valiosas da Europa estão sediadas em cidades que integram a rede SCALE. Por isso, de acordo com o documento — que integra dados que mapeiam o ecossistema europeu –, esta rede de cidades irá ultrapassar concorrentes mundiais nos próximos anos, só disputando o primeiro lugar com os Estados Unidos e a China, graças “à competetividade dos seus ecossistemas, com enorme potencial de crescimento”.

As startups fundadas em cidades da SCALE desde 2000 valem 350 mil milhões de euros — entre as mais valiosas estão nomes como Booking, Spotify, Adyen e Zalando — e, nos últimos cinco anos, terão levantado qualquer coisa como 31,4 mil milhões de dólares, investidos por fundos de capital de risco. De acordo com o relatório, as empresas tecnológicas sediadas nestas cidades geraram 300 mil empregos para as respetivas economias, e são os geradores de emprego que mais crescem.

“Acreditamos que este relatório é uma descrição direta e real de como os hubs europeus de startups podem tirar conclusões entre cidades, comparar setores e indústrias específicas e melhorar a eficiência e a disponibilização de dados entre ecossistemas. Através desta plataforma inovadora damos mais um passo no nosso plano de construir um ecossistema pan-Europeu”, assinala Kriya Mehta, da SCALE, citada em comunicado. Já Filipe Araújo, vice-presidente da câmara do Porto e com a pasta da Inovação e Ambiente, assegura que, “trabalhando juntos, não só apoiamos o crescimento das empresas como também criamos ecossistemas interconectados onde as pessoas gostam de viver e de trabalhar”.

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