Recusar vacina da Covid-19 pode ter consequências nestes países. Até dá multa

Desde multas, a não poder entrar em alguns locais, a toma da vacina contra a Covid-19 não é verdadeiramente livre em muitos países.

Por todo o mundo as campanhas de vacinação intensificam-se na esperança de acabar com a pandemia de Covid-19. Na maioria dos países a toma da vacina é uma escolha individual, tal como foi recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas em alguns países essa “escolha é bastante limitada.

Não só é limitada, como há mesmo sanções em alguns pontos do globo. Multas, restrição de acesso a locais públicos, restrições em viagens, são algumas das condenações.

Por exemplo, na Indonésia recusar ser vacinado contra a Covid-19 dá uma multa de 5 milhões de rupias (cerca de 290 euros), o que corresponde a mais de um mês de salário mínimo no país.

Já em Israel a estratégia é ligeiramente diferente. Em vez de repreendidos com multas, os cidadãos de Israel ficarão impedidos de entrar em certos locais públicos, como ginásios ou hotéis. Assim, os vacinados terão um “passaporte verde” que permite entrar em todo o lado, e os que não forem vacinados “serão deixados para trás”, segundo afirmou o ministro da Saúde israelita.

Estratégia semelhante pode ser adotada no Brasil pois, segundo o Supremo Tribunal indicou em dezembro de 2020, a vacina é obrigatória. Os cidadãos brasileiros não serão forçados a tomar a vacina, mas os estados poderão aplicar as sanções que quiserem, tais como banir o acesso a certos espaços públicos. Além do mais, os empregadores poderão despedir, com justa causa, os seus colaboradores que se recusem a ser vacinados.

na Coreia do Sul o plano é mais benevolente. Segundo as autoridades de saúde, quem decidir não ser vacinado na sua vez irá para o fim das listas prioritárias. Assim, caso o cidadão se arrependa, terá de esperar até ao fim para ser vacinado.

A União Europeia (UE) e a Austrália têm em cima da mesa a mesma ideia: restrições a viajantes que não tenham comprovativo que sejam vacinados, à semelhança do que alguns países têm para a febre amarela. Este “passaporte de vacinação” tem sido bastante falado desde que as vacinas começaram a surgir, mas ainda não houve nenhuma decisão concreta. Na UE, os 27 Estados-membros estão desde quinta-feira a discutir este assunto, através de videoconferência

Na maioria dos países a vacina contra a Covid-19 está a ser administrada de forma voluntária. No entanto, ainda é incerto como será daqui para a frente. Um estudo, publicado em novembro, mostra que mais de 100 países no mundo têm uma política de vacinação obrigatória e 62 (59%) impõem sanções, como multas ou até a proibição de frequentar o ensino. Resta saber se acontecerá o mesmo para a Covid-19.

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