Quanto tem de ter para estar entre os 1% mais ricos de cada país?

Estar entre os 1% mais ricos de um país não é tarefa fácil. Veja quantos milhões de euros precisaria para estar no leque dos mais abastados em diferentes países, segundo o The Wealth Report 2021.

Estar no grupo dos mais abastados pode ser uma tarefa complicada, mas em certos países é ainda mais difícil do que em outros. É o que nos mostra os dados preliminares do The Wealth Report 2021, que indicam que são os residentes no Mónaco aqueles que mais dificuldades têm para serem dos 1% mais ricos a nível nacional.

A versão completa do documento, desenvolvido anualmente pela agência imobiliária Knight Frank, apenas será divulgada no próximo dia 2 de março, mas sabe-se já, através de dados divulgados pela Bloomberg, que seria no Mónaco que precisaria de ter um maior património para constar nesse restrito grupo. Para que isso aconteça, uma pessoa deve ter 7,9 milhões de dólares, o que coloca o principado na primeira posição deste ranking.

O pódio fica fechado com dois países que são mundialmente conhecidos pela sua riqueza. Se na Suíça necessitaria de 5,1 milhões de dólares para constar no leque dos 1% de pessoas mais ricas do país, nos Estados Unidos da América tal valor baixa ligeiramente, para os 4,4 milhões de dólares.

E se fosse na Nova Zelândia, em Hong Kong ou na Austrália? Aqui, os valores são mais baixos. Em cada um destes três territórios, cada pessoa necessitaria de ter uma riqueza líquida mínima avaliada em 2,8 milhões de dólares para constar no grupo dos 1% mais abastados do país.

Riqueza líquida mínima, por território, para pertencer aos 1% mais ricos

Se olharmos para o que acontece nos diferentes Estados-membros da União Europeia, vemos como a Irlanda, França, Alemanha, Espanha e Itália também se inserem neste top 20 dos países onde os seus habitantes necessitam de uma maior fortuna para constar neste leque bem restrito.

Considerando estes cinco casos — não há dados para Portugal –, seria na Irlanda que o património líquido de um indivíduo precisaria de ser mais elevado (2,6 milhões de dólares), seguindo-se França (2,1 milhões de dólares) e Alemanha (2,0 milhões de dólares), fechando o top 10. Em Espanha e Itália, alguém com uma riqueza avaliada em 1,4 milhões de dólares já pertence a essa percentagem bem limitada dos mais ricos a nível nacional.

Nos três países que se encontram na base da lista dos 20 territórios que obrigam os seus residentes a deter uma maior quantidade de dinheiro para conseguirem ser dos 1% mais rico a nível nacional, vemos que tal valor fica abaixo do milhão de dólares. Na China, o montante será de 850 mil dólares. Na Malásia e na Rússia será, respetivamente, de 540 mil e de 400 mil dólares.

O estudo, que levou em consideração 30 locais distintos espalhados pelo mundo, revelou também que o Quénia se apresentou na última posição desta classificação, com uma pessoa a necessitar de um património líquido 400 vezes inferior para constar no leque dos 1% de maior riqueza dentro do país, em comparação com o líder desta listagem, o Mónaco.

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