“Pessoas com talento”, um guia para desenhar a carreira de sonho (e autêntica)

Com a ajuda de histórias reais, neste livro Maria da Glória Ribeiro explica quais os passos fundamentais para ter a carreira profissional que sempre sonhou.

Qualquer semelhança entre os nomes das personagens das histórias contadas no livro e a vida real não é coincidência. No livro “Pessoas com talento [como nós]”, Maria da Glória Ribeiro, detalha os pilares para uma “carreira de sonho”, complementados com histórias de superação e de fracasso, onde os testemunhos reais ganham vida com outros nomes. “Foi sempre baseado numa área comportamental que fosse interessante para os leitores meditarem e para encontrarem, em si próprios, força anímica e coragem para fazer alguma coisa de melhor por si e pelos outros“, conta a autora, em conversa com a Pessoas.

Construir uma marca pessoal, ser “empreendedor” de si próprio, identificar motivações e valores, arriscar, ser persistente ou saber transformar um dom em talento são algumas das estratégias propostas pela autora para alcançar uma carreira de sucesso. Maria da Glória Ribeiro acredita que “a empregabilidade é temporária” e, por isso, apela à necessidade de reinvenção como forma de assegurar um caminho profissional mais frutífero e, acima de tudo, mais autêntico.

 

Autor: Maria da Glória Ribeiro

Editora: Editorial Planeta

Páginas: 152

6 perguntas à autora

A pandemia pode não ser a melhor altura para mudanças radicais, mas que reflexões não podemos deixar de fazer sobre a nossa carreira?

A pandemia veio acelerar o processo de mudança. As tarefas administrativas, repetitivas, burocráticas vão ser substituídas por inteligência artificial, as fábricas gradualmente vão sendo automatizadas. Isto para não falar na revolução da capacidade industrial da impressão 3D. A má notícia é, como tudo o que é feito abruptamente, se calhar vai provocar muito mais sofrimento.

Que conselho dá às pessoas com este tipo de profissões?

Têm de descobrir qualquer coisa, uma reinvenção qualquer. Estas pessoas têm de ter capacidade de pensar onde é que encontram prazer, sendo úteis para a sociedade, senão não é um payjob. Cada um tem de se reinventar. O futuro será muito diferente e será muito mais empreendedor. Na minha opinião, a empregabilidade vai existir temporariamente. Todos vamos ser interim managers.

No livro, destaca a inteligência emocional como uma das soft skills do futuro. Com a pandemia, há competências que ganham importância?

O ser-se emocional e empático, resiliente, ter paixão por aquilo que se faz, porque paixão vai ajudar-nos a aguentar os infortúnios, o redescobrirmo-nos com o fracasso, são tantas…

Maria da Glória Ribeiro é especialista em liderança e gestão de talento, head hunter e fundadora da multinacional da empresa de consultora de Amrop.

Num dos capítulos refere-se também ao “tempo”. Como é que o tempo pode ser um aliado no nosso percurso profissional?

Hoje, o tempo é muito tratado com aquela ideia de que as pessoas muito intensas — que não têm tempo de fazer tudo o que gostariam de fazer -, estão erradas. O que tento mostrar nessa história de quatro amigos reais é a de alguém que teve um estilo de vida e que hoje tem todo tempo do mundo, e de outros a quem “falta tempo”. O que é que está certo? Quem é que é mais feliz? Se calhar são os que andam atrás do tempo… Considero um absoluto erro esse cliché de que “faltar tempo” é negativo.

Quais são os maiores obstáculos à auto-realização?

Primeiro, a falta de ativos e de rendimentos pessoais para fazer o investimento necessário, a falta de microempréstimos. E depois os obstáculos burocráticos, a falta de apoio. Tem de haver, através de um corpo de empreendedorismo, um apoio enorme às pessoas na sua capacidade, dando apoio financeiro, e de mudança de carreira e de capacitação pessoal àqueles que precisam de se reinventar e querem, mas não sabem como hão de lá chegar.

Qual deve ser o papel das lideranças nessa busca?

Serem individualizadas na sua ação, verem cada talento que têm consigo, cada pessoa que está na organização e o melhor que aquela pessoa pode dar, deixando a rigidez dos perfis pré-montados. Se aquilo que faz no seu dia-a-dia é uma rotina constante, tente reinventar-se naquela organização ou noutra, porque se for uma rotina, o lugar, mais cedo ou mais tarde, vai acabar.

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