Este livro pode ajudá-lo a escolher uma profissão

No livro “O Importante É Gostar: Guia de Profissões Para os Jovens”, encontramos a descrição de 160 profissões, acompanhadas de um testemunho de profissionais de cada área.

Pensado para ser um guia de profissões para os jovens estudantes que estão prestes a transitar para o 10.º ano e chegam ao momento de escolher a área de estudos que poderá definir o seu percurso profissional, “O Importante É Gostar: Guia de Profissões Para os Jovens”, este pode ser um livro esclarecedor para leitores de qualquer faixa etária. Neste guia, encontramos a descrição de 160 profissões, acompanhada de um testemunho de profissionais de cada área, refletindo as possibilidades profissionais no mercado de trabalho português. Com o livro, o autor quer ajudar a desmistificar e quebrar preconceitos relacionados com algumas profissões, ajudando os jovens a tomarem decisões informadas, e sobretudo autónomas, sobre o seu futuro profissional.

“É importante que, acima de tudo, os jovens procurem o caminho profissional que os realize, seja ele qual for”, lê-se na introdução. Em cada uma das 160 páginas, encontramos uma breve definição da profissão, uma lista das ocupações relacionadas e o testemunho de um profissional reconhecido na área, escolhido pelo autor. E há nomes tão distintos como Francisco George, antigo diretor-geral da Saúde e médico, Maria José Morgado, magistrada do Ministério Público, o comediante Ricardo Araújo Pereira, o cozinheiro José Avillez, a atleta Patrícia Mamona ou o artista plástico Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils.

“Considero que este livro tem uma qualidade essencial: mostra o leque de possibilidades profissionais que hoje existe e permite, através do questionário, que os jovens se revejam numa ou mais profissões que talvez não conhecessem”, conta Rui Passos Rocha, à Pessoas.

 

No final do livro, os leitores são convidados a fazer um teste de vocação, escolhendo as cinco afirmações, entre 30, com as quais se identificam mais. O resultado do teste vai indicar quais as profissões para as quais os jovens terão mais vocação, e todas estão descritas no guia. O livro foi publicado de forma independente e o autor decidiu doar metade do valor das vendas ao projeto Aldeias de Crianças SOS.

Autor: Rui Passos Rocha

Páginas: 211

Edição de autor

10 perguntas ao autor

  • O que o motivou a escrever este “guia”?

Há cerca de três anos, quando entrei na Fundação Francisco Manuel dos Santos, uma das primeiras iniciativas foi sugerir e depois iniciar uma série de entrevistas a cientistas portugueses registados no GPS-Global Portuguese Scientists. Foi assim que soube do engenheiro que trabalhou na Antártida, do geólogo na Dinamarca, do teólogo em Jerusalém, etc.. Nessa altura, eu próprio andava a questionar-me sobre os meus “porquês” profissionais. Foi dessa junção que surgiu a ideia de ajudar os jovens a encontrarem também o seu caminho.

  • Porquê estas 160 profissões?

Baseei-me na Classificação Portuguesa das Profissões do INE (2010), sobretudo. Escolhi as profissões que me pareceram representativas do conjunto. Tive de deixar várias profissões de fora, por isso decidi criar uma área de “profissões relacionadas” na página de cada profissão escolhida. Quis que o livro tivesse um tamanho razoável, daí ter escolhido 160 profissões.

  • Qual foi o testemunho mais inspirador?

O do jardineiro Carlos Nogueira da Costa, que esteve preso e regressou à vida ativa, profissional, decidindo dedicar-se de corpo e alma ao que faz, sendo escrupuloso no cumprimento do seu dever e aceitando estoicamente que os jardins que cuida ditem o volume de trabalho que ele tem a cada momento. A ética dele marcou-me.

  • Estudou comunicação e ciência política. O que o levou a escolher esse percurso profissional?

Estudei comunicação e ciência política e, em miúdo quis ser professor. Tudo isso foi à misturadora e resultou numa pessoa que comunica ciência política e de outras áreas, muitas vezes após estudos académicos. Faço um pouco de tudo o que quis fazer, mas numa só profissão. É perfeito.

  • No que se baseou para produzir o questionário final? É fiável?

O questionário é uma extrema simplificação das teses de John L. Holland, o psicólogo norte-americano que está na base dos testes de personalidade mais bem considerados entre psicólogos de orientação de carreira. Digo que é uma extrema simplificação, porque ele trabalhou a sua teoria ao longo de décadas e complexificou a análise a ponto de criar cerca de 700 vetores de personalidade explicativos das decisões profissionais. Reduzi as teses ao seu mínimo indispensável.

  • O “importante é gostar”?

O mais importante de tudo é mesmo escolher aquilo de que se gosta e fazê-lo. Obviamente, desde que com isso – pelo menos numa fase inicial – se consiga pagar as contas e viver com relativo conforto. Passamos tanta da nossa vida a trabalhar que é mesmo fundamental que o que fazemos, e o sítio onde o fazemos, reflita os nossos valores e objetivos de vida.

  • O que é que realmente importante na hora de escolher um curso?

Se pensarem a fundo no que querem fazer profissionalmente, talvez não fiquem com uma ideia exata, mas sim com uma aproximação. Talvez isso baste. Pensem se o acesso a essa área profissional tem um percurso óbvio.

Pensem se o que os leva a preferir um curso em detrimento de outro é a ideia de que vai ser um curso mais fácil, ou que a profissão vai ter uma melhor remuneração. Se assim for, pensem se apesar disso gostam do curso. Imaginem-se a trabalhar numa e na outra área durante 40, 45 anos. Qual é a área que vos deixa com a sensação de que serão mais felizes?

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