“O Gestor Eficaz”, de Peter F. Drucker

Peter F. Drucker: o guru da gestão moderna pela primeira vez traduzido em português.

“A eficácia executiva é a nossa maior esperança para tornar a sociedade moderna economicamente produtiva e socialmente viável”. A definição do escritor Peter F. Drucker pode ser considerada atual, mas está escrita no clássico intemporal “O Gestor Eficaz”, publicado originalmente em 1966 e, pela primeira vez, traduzido em Portugal. Com o título original “The Effective Executive”, é uma das grandes referências do mundo da gestão e continua a ser um guia para profissionais deste setor.

Em sete capítulos, Peter Drucker explica como alcançar uma gestão eficaz, dando como exemplo alguns dos momentos mais marcantes enquanto consultor. “Um gestor eficaz não precisa de ser um líder”, lembra o autor. “Harry Truman [33.º presidente dos EUA], não tinha um pingo de carisma e não deixou de ser um dos diretores executivos mais eficazes da história dos Estados Unidos”, exemplifica. Para Peter Drucker, alguém que gere deve fazer perguntas, criar soluções adaptadas às organizações através de planos de ação. Além disso, tem de assumir responsabilidades, focar-se nas soluções, esquecer os problemas e, pensar sempre no “nós” em vez de no “eu”.

O mestre da gestão explica-nos que é possível “aprender a ser eficaz” mas “não há personalidades eficazes”. Todos os gestores são diferentes e têm potencial nas suas personalidades. Contudo, devem ter um objetivo em comum: “fazer com que as coisas certas aconteçam”. Gerir o tempo é um dos fatores chave, defende Peter Drucker. Mas como? O gestor eficaz deve evitar desperdícios e “conhecer o seu tempo”, o que vai permitir que siga um caminho que resulta em eficácia.Editora: Actual Editora

Número de páginas: 208 páginas

O gestor eficaz concentra-se na sua contribuição”, ou seja, na forma como pode contribuir positivamente para a organização que está a gerir, sem nunca esquecer os pontos fortes das pessoas. “A sua função é utilizar as forças de cada pessoa como material de construção de desempenho coletivo”, lê-se no livro.

Nos últimos quatro capítulos, Peter Drucker explica como tomar decisões e garantir que são eficientes. Para o analista, “os gestores eficazes fazem primeiro a coisas mais importantes e uma de cada vez”, e só tomam as decisões mais importantes, sublinha. E, lembra, todas as decisões vão depender das especificidades de cada situação ou organização.

Um gestor é pago para ser eficaz. Tem como obrigação fazer com que a sua empresa seja eficaz. Então, o que deve aprender e executar para ser considerado eficaz?”. Num mundo de aceleração, tecnologia e acesso ao conhecimento, talvez o regresso aos clássicos possa ser uma boa forma de procurar respostas para o futuro.

8 passos para ser um gestor eficaz

Peter Drucker defende que um bom gestor deve seguir oito práticas essenciais.

  • Perguntar “O que precisa de ser feito?”
  • Saber o que é mais adequado para a organização
  • Criar planos de ação
  • Responsabilizar-se pelas decisões
  • Responsabilizar-se pelas comunicações
  • Concentrar-se na oportunidades, não nos problemas
  • Orientar reuniões produtivas
  • Pensar e dizer “nós”, em vez de “eu”

O que dizem sobre o autor

  • “No final de cada sessão, dizia “Não quero que me diga que teve uma reunião magnífica comigo. Diga-me, antes, o que vai fazer de diferente na segunda-feira”, Donald Keough, ex-presidente da Coca-Cola.
  • “O homem que inventou a administração”, revista Business Week, EUA.
  • “[Peter Drucker] é um daqueles escritores a quem quase tudo pode ser perdoado, porque não só tem a sua própria mente, como tem o dom de criar outras mentes, através de uma estimulante linha de pensamento”, Winston Churchill, ex-chefe de governo do Reino Unido.
  • “O reitor dos filósofos de gestão e de negócios deste país”, The Wall Street Journal, jornal norte-americano.
  • “Peter Drucker – um homem sem uma organização, com uma casa modesta e uma cadeira de vime – mostra-nos como uma pessoa altamente eficaz pode contribuir e como nunca devemos confundir a dimensão do impacto com a escala da organização”, Jim Collins, autor do prefácio e escritor sobre gestão e sustentabilidade empresarial.

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