Marta Temido admite vacinação de professores e funcionários no desconfinamento

Em entrevista à SIC, a ministra da Saúde confirmou que "está a ser analisada" a possibilidade de vacinar os professores e funcionários de escolas no arranque do desconfinamento.

O Governo está a estudar a hipótese de avançar com a vacinação dos professores e funcionários escolares ao abrigo do processo de desconfinamento. “É uma hipótese que está a ser analisada, e não só em Portugal mas noutros países também”, disse a ministra da Saúde, Marta Temido, durante uma entrevista à SIC.

A governante não quis entrar em pormenores sobre o que está a ser planeado para a reabertura gradual de Portugal, depois de mais de um mês de confinamento generalizado. A 11 de março, o primeiro-ministro deverá anunciar como deverá ser esse desconfinamento.

Repetindo o que tem vindo a ser afirmado por outros ministros, Marta Temido confirmou que os alunos mais novos serão os primeiros a regressar às escolas. No que toca a medidas de proteção contra a Covid-19, a ministra rematou: “Quando vemos o que são os processos de desconfinamento, há uma presença muito intensa de duas realidades: as medidas de barreira [máscaras], e sobretudo novas medidas como vacinação e testagem.”

Deste modo, “quando falamos de serviços essenciais — e a escola é um serviço essencial — poderá fazer sentido que os adultos que trabalham nesses locais tenham uma vacinação diferenciada”, reforçou Marta Temido. Instada a explicar se a eventual vacinação dos professores e funcionários nesta fase teria em conta o critério do risco de saúde de cada profissional, Marta Temido negou, recordando que, quando se vacinou os profissionais de saúde, todos foram vacinados, “independentemente de serem de risco ou saudáveis”.

Segundo a ministra da Saúde, o Executivo continua comprometido com a meta de vacinar 70% da população até ao final do verão. A governante afirmou ainda que se espera a chegada da vacina da Johnson & Johnson no segundo semestre, apesar de não se saber ainda qual o mês. Trata-se de uma vacina de vetor viral de toma única.

Na mesma entrevista, a governante disse que a possibilidade de administrar a vacina desenvolvida pela Rússia “não está completamente colocada de parte” e sublinhou que “há conversas em curso” para avançar ao nível da União Europeia. Por fim, avançou que o Governo prevê implementar o novo estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ainda “neste semestre”.

A entrevista a Marta Temido deu-se no dia em que Portugal assinala um ano desde a deteção dos primeiros dois casos de infeção por Covid-19.

(Notícia atualizada pela última vez às 20h54)

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