Taxa de desemprego arranca o ano a subir para 7,2%

Em janeiro, a taxa de desemprego subiu para 7,2%, de acordo com o INE. População empregada encolheu, num mês também marcado pelo agravamento da subutilização do trabalho.

A taxa de desemprego subiu para 7,2%, no primeiro mês de 2021, de acordo com os dados divulgados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em causa está um aumento de 0,4 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior e ao período homólogo. Em janeiro, também a taxa de subutilização do trabalho cresceu, por efeito sobretudo do aumento da população desempregada.

Segundo a nota publicada pelo INE, no primeiro mês do ano, a população empregada caiu 1,7% face a dezembro (isto é, menos 79 mil pessoas empregadas) e recuou 3,5% face a janeiro de 2020 (menos 169,8 mil pessoas empregadas). Por outro lado, a população desempregada aumentou 4,2% face ao mês anterior e subiu 2,7% por comparação com o período homólogo. Tudo somado, a taxa de desemprego arrancou 2021 a saltar para 7,2%, mais 0,4 p.p. do que no mês precedente e mais 0,4 p.p que no mês homólogo de 2020.

Entre os jovens, a taxa de desemprego também verificou um agravamento, tendo subido para 24,6%. Em causa está um acréscimo de 0,9 p.p, na variação em cadeia.

Janeiro foi também sinónimo de um agravamento da subutilização do trabalho. A taxa fixou-se em 14,2%, mais 0,5 p.p. do que em dezembro e mais 1,7 do que em janeiro do ano passado. “O aumento mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês resultou principalmente do aumento da população desempregada“, explica o INE. A subutilização do trabalho é um indicador que inclui a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego.

De notar que o ano de 2021 começou com um agravamento da pandemia de coronavírus e com o endurecimento das restrições impostas em resposta. O país voltou, assim, a estar confinado, tendo sido determinado o encerramento de vários setores de atividade, o que ajuda a explicar a evolução do desemprego agora descrita pelo INE. Aliás, por efeito das restrições, vários outros países europeus registaram subidas do desemprego em janeiro, como Espanha e Alemanha.

Por cá, no primeiro mês do ano, verificou-se, além disso, um recuo da população ativa, que se situou em 5.048,7 mil pessoas, menos 1,3% do que em dezembro (ou 64,5 mil pessoas) e menos 3,1% do que em janeiro de 2020 (ou 160,3 mil pessoas).

Para mitigar o agravamento do desemprego provocado pela pandemia de coronavírus, o Governo tem lançado vários apoios para as empresas, como o lay-off simplificado — que atualmente só está disponível para os empregadores encerradas por imposição legal — e o apoio à retoma progressiva, que pode ser pedido pelas empresas com quebras de faturação de, pelo menos, 25%, mesmo que não estejam confinadas. O Executivo de António Costa estima, no Orçamento do Estado para 2021, que, no conjunto do ano, a taxa de desemprego se situe em 8,2%.

(Notícia atualizada às 11h38)

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