Portugal quer emitir até 1.250 milhões em dívida a 6 e 9 anos na próxima semana

Portugal tem tirado partido das condições de mercado mais favoráveis e potenciadas pela política do Banco Central Europeu (BCE) para se financiar a baixos custos.

Portugal vai voltar ao mercado de dívida de médio prazo na próxima semana. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP anunciou esta sexta-feira que vai realizar um leilão duplo de Obrigações do Tesouro (OT) a seis e nove anos, no qual pretende conseguir um encaixe de até 1.250 milhões de euros.

“O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 10 de março pelas 10h30 dois leilões das OT com maturidade em 15 de outubro de 2027 e 18 de outubro de 2030, com um montante indicativo global entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros“, anunciou em comunicado a agência liderada por Cristina Casalinho.

Portugal tem tirado partido das condições de mercado mais favoráveis e potenciadas pela política do Banco Central Europeu (BCE) para se financiar a baixos custos. Aliás, Portugal nunca se financiou a um custo tão baixo nos mercados de dívida como no arranque deste ano. O juro das emissões realizadas em janeiro caiu para 0,2% em termos médios, o que representa a taxa mais baixa de sempre.

Foi nesse período que aconteceu a última emissão de dívida da linha que vence em outubro de 2030, na qual o país conseguiu — pela primeira vez nesse prazo — uma yield negativa de -0,012%. Já a procura ficou 3,02 vezes acima da oferta.

No que diz respeito aos títulos a seis anos, a última colocação comparável aconteceu em julho do ano passado, quando o IGCP emitiu 430 milhões de euros com uma taxa de juro de -0,108%. Os investidores procuraram 2,72 vezes mais OT do que a oferta que estava disponível.

Apesar de a tendência de redução nas yields se manter, Cristina Casalinho já avisou que o fim pode estar próximo. Numa entrevista ao Público no mês passado, a presidente do IGCP disse acredita que “o chão das taxas de juro baixas poderá já estar para trás de nós” já que o BCE está a abrandar o ritmo de compras de dívida. A menor pressão sobre as taxas de mercados poderá ser um incentivo para os países acelerarem os programas de financiamento.

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